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Here are posterous posts filed under softwarelivre...

pellegrino says...

No próximo final de semana dos dias 7 e 8 de novembro de 2009, será realizada a II Ultra maratona how to de Software Livre, dois dias inteiros dedicados a workshops bem práticos sobre os mais diversos assuntos; desde administração de sistemas até RIAs utilizando JQuery.

  • LDAP – Conceitos e Aplicações
  • Welcome to the Django
  • Instalando CACIC – Servidor e Agente
  • Interfaces Gráficas do Shell (Aprofundamento do Zenity)
  • Teste de Invasão em Redes Sem Fio
  • Rails: Otimizando Client-side e Server-side
  • Paravirtualização com XEN no Debian Lenny
  • Nagios: Gerenciando redes de alta disponibilidade
  • Cluster Zimbra de alta disponibilidade com HeartBeat e DRBD
  • RIA com JQuery
  • Conforme o Sylvestre Mergulhão disse em seu post, terei a difícil e honrosa tarefa de substitui-lo na apresentação do how-to Rails Otimizando client e server side. Também estará presente meu amigo Henrique Bastos que apresentará o tutorial sobre Django.

    A maratona ocorre na Rua Martins Ferreira, 71, no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.

    Será uma oportunidade bem legal para se aprender um pouco mais sobre uma gama bem variada de tecnologias. As inscrições devem ser feitas no site do evento . Quem tiver interesse, ainda dá tempo, mas é melhor correr pois as vagas são limitadas e já estão se esgotando!

    O evento é uma grande iniciativa do pessoal da Clavis Segurança da Informação, Tecnohall Soluções em Tecnologia e pela Green Hat Segurança da Informação, com o apoio de diversas instituições como PRODERJ, SEPRORJ, RIOSOFT e ALTEX

    Nos vemos lá! 

    Grande abraço! 

    Filed under: software livre

    Marcelo says...

    No início deste mês de abril, o Carlos Brando anunciou em seu blog a tradução para Português do livro Why's (Poignant) Guide to Ruby. A equipe de tradução realizou um grande trabalho, como pode ser visto no site do livro traduzido.

    Logo depois do anúncio, surgiu uma demanda da comunidade por uma versão do livro traduzido em formato PDF, como pode ser visto nos comentários postados pelos leitores na página do anúncio. O Carlos Brando concordou com a demanda, mas levantou a premissa de que o PDF devia ser feito com qualidade.

    Bem, resolvi encarar a empreitada e parti para o trabalho. Depois de experimentar várias alternativas para a geração do PDF, acabei partindo para a força bruta. Copiar página por página da web para um arquivo do BrOffice 3.0 e exportar para PDF. Mas por que isso? Com o BrOffice eu consigo, além de numeração de páginas no rodapé e um cabeçalho, gerar as barras laterais com texto adicional que permeiam todos os capítulos do livro e, principalmente, manter um índice automático que depois é exportado para o PDF como uma lista de bookmarks que facilitam a navegação e localização dentro do texto.

    Admito que essa não é a melhor maneira de se gerar o PDF enquanto processo, pois as atualizações e correções não podem ser incorporadas automaticamente. Do jeito que está, nós teremos que acompanhar as atualizações no repositório do "código fonte" do livro no GitHub e, então, manualmente alterar o arquivo ODF (.odt, do Writer), que é o "código fonte" do PDF gerado. Ainda precisaremos estudar uma solução pra isso, vou conversar com o Brando e a equipe que mantém o trabalho original de tradução para encontrarmos juntos uma maneira melhor. Se você tiver uma sugestão de como melhorar esse trabalho, fique à vontade para enviar seus comentários.

    Quanto ao conteúdo, está idêntico ao que foi publicado pelo Brando, inclusive com os erros apontados pelos leitores do blog Nome do Jogo no post de anúncio da tradução. Preferi não interferir ainda no trabalho realizado pela equipe, já que minha contribuição está focada na disponibilização do arquivo PDF. Obviamente, pretendo contribuir com revisões também.

    Há também algumas oportunidades de melhoria no PDF gerado, como melhorar a fonte e o espaçamento entre linhas dos trechos de código, aprimorar o grafismo, talvez com umas cores de fundo para destacar os sidebars do restante do texto, fazer o cabeçalho igual ao original, etc.

    Este trabalho, assim como o original  em Inglês e sua tradução para o Português, é distribuído sob licença Creative-Commons Atribuição-Compartilhamento.

    Ah, sim, claro! Os arquivos! Aqui estão. Bom proveito.

    O (Comovente) Guia de Ruby do Why - PDF

    O (Comovente) Guia de Ruby do Why - ODT (BrOffice 3.0 - Writer)

    Filed under: software livre

    Marcelo says...

    É oficial: a Oracle comprou a Sun numa transação em que o valor de cada ação foi negociada US$ 9,50 em cash, segundo a Sun.


    Claro que para o mercado como um todo essas movimentações são uma sensação, as bolsas ficam eufóricas (ou não :-) ), mas será que para a comunidade de software livre, com o perdão do trocadilho, isso foi um bom negócio?

    A Sun vinha numa crescente em relação à aproximação com a comunidade, desde o advento do NetBeans, Glassfish e, por último, o OpenJDK (Java sob licença livre). Depois teve a aquisição da MySQL, que, embora não tão puramente software livre, tinha um certo reconhecimento e uma comunidade forte.

    A Oracle andou ciscando na comunidade também, com a cessão do código do ADF Faces para o pessoal do MyFaces. Inegavelmente, a Oracle sempre apoiou o Linux de diversas formas, mas nada que chegasse a ser comparável à contribuição maciça de código ou liberação de algum de seus produtos sob alguma licença livre. O apoio era muito mais baseado no interesse de que seus clientes do banco Oracle utilizassem Linux em seus servidores, plataforma em que a Oracle sempre alardeou ter 20% de ganho de desempenho em relação à versão para o sistema das janelas.

    Será que para a comunidade não teria sido melhor se a IBM tivesse realizado a compra, como disseram os boatos? A IBM tem uma história muito mais sólida em relação ao software livre, com o Eclipse, suporte a Linux na plataforma S/390, campanhas e programas de desenvolvimento em plataforma livre, Linux para os processadores Cell (Playstation 3 e servidores), etc.

    Há uma possibilidade de que o pessoal que fazia a Sun - Simmon Phipps, o executivo chefe do open source na Sun, mais especificamente falando - ainda terá voz depois dessa aquisição? Quais serão os planos da Oracle para o Glassfish? E o Java em si? Será que o entusiasmo com o  OpenJDK vai se manter?

    Lá vamos nós, como sempre, esperar para ver...

    Filed under: software livre

    Marcelo says...

    À parte questões legais como licenças de software e pirataria ou a paixão incondicional que profissionais de informática tendem a desenvolver por uma ou outra plataforma, na maioria da vezes a questão do uso do software livre versus proprietário tem um viés econômico. Geralmente é difícil explicar ou argumentar por meio desse viés, mas quando olhamos os fatos em escala muito pequena, fica fácil.

    No final da semana passada eu resolvi trocar minha conexão de internet. Antes eu tinha Net, agora estou com uma conexão 3G da Claro. O motivo da troca foi apenas contenção de despesas mesmo.

    Em casa temos dois notebooks, o de Isabela, minha esposa, rodando Vista Starter, e o meu, rodando Ubuntu Linux. Alguém pensaria: "Hum, deve ter dado um trabalhão intalar o modem 3G no Linux. No Vista deve ter sido só espetar." Bem, não foi isso o que aconteceu. No Linux deu mesmo um certo trabalho. Mas no Vista também não foi natural, espetar e usar...

    Eu uso uma versão "antiga" do Ubuntu, a 7.10 (ou seja, a versão de outubro de 2007). Por que as aspas em "antiga"? Porque já existem duas versões mais novas e a terceira está saindo agora em abril. Já o Vista foi lançado um tempinho antes. Assim, há de se entender o fato de nenhum deles trazer suporte embutido ao modem que eu uso, o MD300 da Sony Ericsson.

    Aí já se mostra a primeira vantagem do Linux, ou do software livre de modo geral. As versões mais novas do Ubuntu já possuem suporte nativo para esse modem. Já o Vista (e os outros Windows e outros sistemas fechados, como MacOS) continuam dependendo do apoio do fabricante para ter o suporte, o que implica acordos comerciais, dinheiro alto e interesses pra lá e pra cá.

    Mas o que mais me chamou a atenção foi o fato de que o software da Sony Ericsson para gerenciar o modem ocupa mais de 100 (cem!!!) megabytes no disco rígido!!! Se por um motivo qualquer, digamos para uma conexão corporativa, eu tivesse q usar mais de um modem, de marcas diferentes, já seriam mais de 200MB indo embora à toa!!! E eu não quero nem olhar o consumo de memória desse "programinha".

    No Ubuntu eu estou usando o KPPP, que é um software gerenciador de conexões discadas, independente do modem. Ele ocupa menos de 4 (sim, menos de quatro) megabytes e gerencia quantos modems eu tiver, quantas contas eu tiver, me dá gráfico de utilização da largura de banda, e mais outros detalhes técnicos que não cabem aqui.

    Tá, mas e daí? Espaço em disco é barato, por que essa choradeira toda? Simplesmente porque eu gosto do meu dinheiro. Eu gasto menos disco e menos memória para me conectar à Internet do que quem usa Windows. Meu disco rígido vai demorar bem mais para ficar lotado, o que significa que minha máquina vai me atender por mais tempo. Logo logo ela estará precisando de mais espaço, só por causa desses abusos e teremos que comprar outro computador ou um HD externo. Já eu terei um retorno muito maior pelo investimento no meu notebook com Linux, pois a quantidade de espaço que o software da Sony Ericsson ocupa no Windows eu uso para guardar umas 150 fotos da minha filha ou uns 40 MP3 das minhas bandas preferidas.

    Agora pensem nos mais diversos tipos de software que usamos diariamente. Eu dei apenas um pequeno exemplo. É uma questão de senso prático e valorização de detalhes que agregam valor ao investimento.

    Filed under: software livre