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Here are posterous posts filed under rants...

Bascht says...

This is all pretty understandable: it’s easy to define community in terms of what we’re not. A common enemy focuses and drives us. Competition can take a positive form: when it’s friendly and constructive both communities benefit.

Lately, though, I’ve noticed the tone of the arguments in the Django community getting nastier — especially when it comes to Rails. Again, I’m far from innocent in this regard: I’ve certainly done my fair share of Rails-bashing, and I regret it.

Neat article - seeing Rails from a Django persons view.

Filed under: django, python, rails, rants, ruby

Matt says...

Much as I'm loving Ubuntu 9.10 and greatly, greatly appreciate all the hard work the Ubuntu team puts into building what I consider to be the finest desktop OS in the world (I'm seriously in awe when I think of the work involved and the fantastic end result), I have to point out one major mistake that was made with this release: the decision to replace Pidgin with Empathy as the default IM client. There's a discussion about they whys behind the decision here, but it seems in this case abstract technical decisions won out of usability decisions, which in the end isn't good for anyone.

My major annoyance with Empathy is as follows. If someone IMs me, I receive a popup notification in the top right-hand corner of my screen. Great. If, however, I'm not looking at my screen when the notice pops up, the only way to know someone IMd me is to look at my contacts list for a blinking icon. Completely, utterly terrible usability. Pidgin pops up a new tab in my chat window when someone IMs me. That's as it should be. That's how IM works, folks. Do your homework and don't change paradigms that don't need changing. I shouldn't have to worry about scanning my contact list every time I step away from my computer to see if someone IMd me when I wasn't looking.

Yes, I know, I can change applications; I've already re-installed Pidgin, and my apologies to anyone whose IMs I didn't respond to for hours this week. But with such a major usability annoyance I can't fathom why the "better integration with the desktop environment" rationale would make Empathy the default IM client in Ubuntu.

So more than anything this is to ask "WHY?" and to beg the Ubuntu team to actually USE the programs they supply as defaults instead of making decisions solely for under the hood technical reasons. Users don't care about the integration blah blah, they care about knowing when someone IMs them.

Filed under: Rants, Ubuntu

weekee says...

Inspired by a slow Mercedes driver in the middle of 2 lanes who cut into my lane abruptly without signaling.

Filed under: rants

Alyssa says...

goodbye Tumblr. :( well, not really..it's just that we have decided to evacuate because we think Tumblr's becoming mainstream. which is something that we thought was not going to happen.

okay. enough rants. :)

because we're a bit new here (like literally 'new': we just made an account a few hours ago), we are still kind of confused with stuff concerning posterous. but hell yeah, after a few posts, i know we'll get used to the posterous-way-of-posting. riiight? ;)

so..that's pretty much it.

Filed under: evacuate!, mainstream, posterous, rants, tumblr

It's not that hard frankly! I've attached a graph showing the last three months of followers and following for the @web_cardiff account, and you can see the pattern clearly: The green line is the bot. It follows a bunch, waits a few days and unfollows those who didn't follow back. Repeat. (My graph isn't 100% accurate, but you can see the numbers for yourself: followers / 'friends'.)

What do you think? Is this bad practice? In this case, the information isn't bad - a few links go to the owner's site, but most point to genuinely useful resources. Friendly spam or useful resource worth promoting in this way?

Filed under: rants, twitter

ferhr says...

Senta que vem história. Again.

Em outras oportunidades contei que tive meu primeiro contato com computadores através duma máquina UNIX. Com as máquinas Apple foram em dois momentos: um com um Apple II "feito no Brasil" (que era dum colega de aula no primeiro grau e que de vez em quando deixava fuçar) e com Macs de agência de publicidade fundo-de-quintal (geralmente Quadras e os primeiros PowerMac).

Eram máquinas pesadas, barulhentas, beges, cheias de não-me-toques. Tinham o atrativo de terem um sistema que funcionava como uma alma própria (inclusive com auto-arbítrio; quem usou por um tempo o Mac OS clássico sabe disso).

Meu primeiro Mac em termos de propriedade não foi um Mac. Foi um programa que rodava binários de MacOS 6. O programa não "existe" mais no sentido prático, mas foi o primeiro contato com alguma coisa que lembrasse o MacOS. Chamava-se Executor, feito por uma empresinha fundo-de-quintal chamada ARDI. E rodava bem certos programas, alguns jogos (principalmente os já antigos, tipo Prince of Persia), editores simples, algumas ferramentas de programação -- tudo sem precisar do Mac em si.

Lia inclusive volumes HFS, contanto que você pudesse ter um drive SCSI no seu PC. CD-ROMs para Mac também. Como o emulador rodava sobre DOS (embora tivesse versões para NeXT, Linux, etc.), bastava fazer uma "carga alta" do driver SCSI da Adaptec 15xx (a placa que eu usava) que tudo ficava bem. Pedi emprestado a um amigo um drive com alguns programas, e os 10% que rodavam chegavam para saciar a curiosidade.

Então, ao mesmo tempo em que eu fazia um duplo-boot para alguma versão de Linux, já rodava programetes antigos do System 6 e System 7. Isso foi até 1997, quando descobri o vMac, um emulador de Mac Plus/Mac 512. Depois de grandes peripécias para conseguir a ROM (hoje em dia é tudo muito fácil, uma buscada do Google te provê todas as ROMs feitas para tudo quanto é coisa), quase apelando para o método físico, consegui bootar o System 6 e rodar, daí, todos os programas que eu queria, num Pentium, com velocidade análoga ao Mac Plus.

Não demorou muito tempo depois e outros projetos de emuladores estavam surgindo. Mesmo nesse período eu desenvolvendo coisas para Windows para sobreviver, em casa o grande motivo de rodar Windows era rodar um que outro emulador. O que desempenhava melhor era o BasiliskII (que ainda existe e é utilizável), e que consegue rodar hoje em dia até o Mac OS 9 (até onde eu saiba).

Em 1997/1998 aconteceu uma sucessão de fatos que fariam minha curiosidade aumentar em torno da plataforma mais ridicularizada (e, talvez, a mais elitizada) no Brasil. Um, que a NeXT tinha comprado a Apple (nunca acreditei em boatos contrários :) ). A outra coisa é que o MacOS tradicional iria virar apenas uma camada de execução -- um "daemon" -- do NeXT. Acompanhei o NeXT desde o final dos anos 80 nas revistas especializadas; parecia tudo muito surreal e impossível, tanto do ponto de vista tecnológico como mercadológico. Sem contar que seria fácil de ter acesso ao novo sistema "híbrido", era só ter um G3.

O G3 (processador, computador, geração, chame do que quiser) foi o resgate da Apple. Era um processador que rodava em clock relativamente alto, rápido, com arquitetura de motherboard limpa, tentando eliminar aos poucos o legado "anos 80/90" do Mac. E a Apple criou um sistema de vendas diretas nos EUA, que permitia o cidadão escolher a configuração exata do equipamento (mantendo-se a placa-mãe, obviamente). Em termos de negócio de computador, a Apple continua a mesma: uma coisinha especial numa placa-mãe, com um sistema que se obtém com "venda casada" e que interage com o hardware como se fosse feito para ele e vice-versa. Meia-dúzia de configurações, com drivers conhecidos, e um sistema relativamente estável. Segredo da ressurreição.

Eis que veio o iMac. O iMac também mudou tudo, mas no sentido estético da coisa. Fora beges quadrados, entram coloridos redondos (para depois ser transparências, seguido de branco hospitalar, depois aço escovado, e agora "cara-de-tv-de-plasma"). Um computador praticamente sem legados em termos externos. Preço ridiculamente baixo, mesmo comparando com um PC. Como ainda estávamos em época de "bolha do Real", o Real estava artificialmente valorizado, ainda na faixa da paridade com o dólar. Cheguei a comentar em casa: "vamos juntar uma grana e comprar esse negócio aí".

Afinal de contas, "esse negócio aí" tinha CD, som, USB, modem, ethernet, tudo incluído. E em questão de um ou dois anos rodaria UNIX. Já se conseguia rodar Linux (como mais tarde fiz com outros PowerPCs).

1999 chegou e o dólar explodiu. Com ele veio uma crise muito pior do que esta que aconteceu (pelo menos no Brasil). Não eram só os Macs que ficaram inacessíveis: tudo ficou inacessível.

Mas eu consegui fazer um rolo no fim-do-ano e comprei de um amigo um jurássico Quadra 605 (que funciona até hoje, apesar do HD ter morrido). Foi o primeiro Mac que eu pude chamar de "meu", pra ficar no chavão. Como ele tinha uma porta serial, eu consegui fazer uma gambiarra para fazê-lo acessar a Internet (don't ask). Netscape 3 Gold nunca rolou tão bem na tela (os emuladores eram bacanas, mas a parte de gráficos ficava a desejar -- porque era emulação, e nem com JIT gráficos rodam mais rápido em software do que em hardware real, todo mundo sabe disso). Ficou uma coisa estranha: nos benchmarks os emuladores surravam o Quadra 605 em quesitos de processamento, mas apanhavam feio em gráficos.

O Quadra 605 tinha um 680LC40. Acho que é esse o nome, nem vou verificar. O LC significa "Low Cost". Que significa que "floating point" não tinha. A solução era rodar coisas que exigiam "floating point" em software, o que basicamente reduzia a velocidade dessa parte do processamento dos programas em 150%. Em 25 Mhz até sopro fazia diferença.

Em nem três meses depois comprei via MercadoLivre um PowerMac 8100, 110 Mhz, 48 de RAM, vários gigas de disco, ethernet (que tive que comprar um transceiver de R$ 50 para colocá-lo em par trançado), e um sonzinho embutido melhor do que o Quadra (já dava para colocar num aparelho de som de certa responsa). E já conseguia tocar MP3. Mas eu já tinha o meu Pentium nessa época; então um acabava ficando servidor do outro, e a minha (conhecida) pendenga de colecionar computadores meio que começa por aí.

Sabia que estava "defasado" em termos de software com essas maquinetas (o 8100 rodava até o MacOS 8.1 e só) mas não me importava muito. Ora, o UNIX é um sistema de 40 anos de idade; não há de fato muita inovação na nossa área. E a internet era bem mais neutra em termos de "barreira de entrada", ao contrário do mundinho hipster da Web 2.0, que exclui o usuário cada vez mais (e ele gosta!).

Nesse interim -- até que o Mac OS X "for consumers", a versão não-server, fosse para 1.0 -- eu aproveitei para testar, usar, adequar e crashear todo tipo de software para Mac possível. Não me interessava muito coisas estilo Photoshop ou Quark, porque meu negócio mesmo era desenvolvimento e redes, essas coisas que ninguém consegue fazer ao mesmo tempo. Nunca vi muitas graças em certas piratagens também: a maioria do pessoal que pirateava os "grandes softwares" acabava nunca usando mesmo. E espaço em disco não era o mato que é hoje, era um quintalzinho.

Daí para comprar um iMac foi um pulo. Os primeiros modelos já tinham lá seus dois (para três) anos, e já estavam surgindo upgrades de 400 Mhz. Os de 233, então, já estavam sendo "possíveis" de serem comprados por R$ 1200 (preço que era de 2008, que tristeza). A parte interessante/mais ou menos boa é que R$ 1200 de 2001 e R$ 1200 de 1998 não valiam os mesmos mil e duzentos. Em 2001 (como hoje) vale menos. Hoje é quase nada, pra todos os efeitos.

Novamente usei do MercadoLivre para comprar o iMac. Como na época o site tinha na grandiosa maioria gente séria, a transação ocorreu sem o menor dos problemas. O computador chegou inteiro via VaspEx (que está aí, agonizando devagarzinho) e, numa noite, instalei o mundo. Naquela semana, antes de vir o OS X via correio, ele rodou OS 9 muito bem. E como rodava bem. Nunca mais liguei o Pentium (exceto para limpar as coisas dele e vendê-lo).

Era outra coisa rodar os scripts do MPW (e compilar os programetes em Pascal/C) em questão de um, dois segundos e não dezenas de segundos a minutos.

Na primeira semana de Mac OS X já tinha instalado (na mão, porque não havia sistema de ports) o PHP, um novo Apache, PostgreSQL, Python, essas coisinhas com que já havia me acostumado. Java já estava lá, era só rodar. Na época do Mac OS X 10.0/10.1 as coisas eram difíceis comparadas com hoje; mas na época era bom o suficiente. Tudo via modem de 56k.

E o tal iMac tinha iTunes. E o iTunes era bom (não esse bloatware que é hoje). E rodava DivX. E todos viram que era bom.

O Mac OS X era pesado; você notava as coisas acontecendo por trás dos panos. Isso nos G3s; nos G4s a coisa tava bem mais avançada, mas como o dólar explodiu e nunca mais voltou, só consegui comprar um G4 em 2005 (quase no túmulo do PowerPC).

Logo depois veio o primeiro "grande update" (ou "serviço quase-obrigatório de proteção da máfia", se você preferir), o tal Jaguar. Eu até tinha conseguido o Jaguar pro G3, mas decidi comprar um iBook (em trocentas prestações, etc. -- lembre-se que havia uma crise permanente no Brasil e que o valor era alto). O iBook já vinha com o bicho. Passei um ano inteiro com o iBook embaixo do braço, literalmente como um caderno. Era praticamente uma extensão do corpo.

Em 2003 descobri que todos (aka. 100%) os modelos tinham defeitos na placa-mãe, e que em questão de meses iriam se desmontar. Foi o início do fim da qualidade da Apple. Qualidade marromeno que continua até hoje, mas ainda é melhor que as linhas "populares" da concorrência. Nem tão melhor, vale a pena frisar.

Foi uma desilusão grande. Não que eu tivesse sido muito afetado; apenas ganhei desapego (não foi nem de perto como outras perdas que tive na vida). Vendi o iBook por quase nada, mas o suficiente para eu montar um computador "from scratch", como há muitos anos não fazia.

Que, aliás, foi uma decepção atrás da outra. Comprei AMD, e a AMD estava nessas de usar engenheiros semi-escravizados, só pode. Ou departamentos de QA que só ganhavam milho, essa era outra possibilidade. Resultado: um combo placa-mãe+processador que aqueciam e queimavam. Pelo menos rodava FreeBSD numa máquina bem mais rápida que um Mac, o que era um certo conforto (no sentido de praticidade de uso).

Não deu certo por outros motivos também, não importam agora (é melhor esquecer). Logo depois comprei um G3 Blue&White, uma máquina já 5 anos defasada, mas que pelo menos não aquecia. Não aquecia e não fazia barulho. Eu até hoje acho que deveria ter processado a AMD por insônia causada por ventiladores de Athlon.

E o G3 300 Mhz, apesar de ultradefasado, rodava DivX bem, tocava o terror nos DVDs, e rodava Jedi Outcast porque permitia colocar uma Radeon 7000-sei-lá-quanto nele.

Depois veio outro G3 B&W, este de 450 Mhz; outro G3 Bege, este quase de graça; vários outros PowerMacs por preço de jujubas, sem contar outras maquinetas RISC com seus próprios Unices.

Mas estas são outras histórias.

Até que em 2008 cansei da "defasagem de velocidade" (vídeos HD estão aí, pô) e resolvi meter bala num Macbook sobra-de-estoque, daqueles brancos. E ainda fui com cara de bandido (roupa de usar em casa, barbudo, e pagando com cheque dobrado do ano retrasado, porque nunca uso cheque).

Deu certo. A máquina já se pagou só pelo aumento de produtividade. Aí me vi usando só o MacBook. E as outras máquinas?

Uma virou uma bicicleta; outra virou a máquina de outra pessoa; uma que outra eu doei, e o resto continua no "home office", de vez em quando sendo ligadas para uma ou outra brincadeira. Parafraseando João Lemos, "O Datacenter Acabou".

Mesmo depois de tantos anos de contato com a plataforma mais odiada do Brasil, ainda é estranho ver lojas que vendem Apple como eletrodomésticos, pessoas andando com Macbooks e iPhones por aí, podcasts sobre a religião que o mundinho Apple virou. Apesar do fanboyismo do pessoal recém-convertido (os recém-convertidos sempre são os mais fanáticos, pode notar), e da tentativa de Louis-Vouittonização da marca, vai por mim, é melhor agora. Quando era nicho-do-nicho era triste.

Poderia ser um desafio gratificante fazer um periférico não-compatível funcionar -- mas não era produtivo. Era caro. Era esmurrar em faca. Não é mais estranho usar um Mac para programar -- porque não é mais só o "computador dos artistas gráficos". Já dá até para declarar IR. Só não vamos tornar as lojas em boutiques, pelamor. Keep it real. E em Reais.

Filed under: nostalgia, rants

ferhr says...

Daqui (http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&pg=1&template=3948.dwt&tp=&section=Blogs&blog=222&tipo=1&coldir=1&topo=3951.dwt ) eu vi essa declaração "anos 90" do cara da Microsoft:

"Não dá para comparar com o Leopard, que é um sistema operacional que roda apenas em uma máquina e que custa mais que um PC. Se o Leopard custa mais barato, na hora que vê na máquina, esse conjunto custa mais."

É, não dá mesmo. Digamos que uma máquina minimamente aceitável custe R$ 2k para rodar o Windows 7 (minimamente aceitável -- esqueça Celerons, GMAs, AC97s e afins). Daí coloque a versão mais cara do Windows nela (que deve custar mil reais).

Depois compare: dá para levar um Macbook.

E o Windows 7 não vem com nada. Nem meia-dúzia de joguinhos. Nada, nada nada. Nem um compiladorzinho de nada. É só um Vista melhorado. Só.

"Ah, mas dá para baixar". É? Também dá para comprar uma máquina por R$ 1k e colocar Linux nela. E daí? S Estamos comparando o "produto final"; então dá para concluir sim que o Windows 7 não sai mais barato não.

Sem contar que o tempo de pesquisar uma máquina nova, "pechincha", custa dinheiro. Tempo é dinheiro, a não ser para quem não tem as duas coisas (dinheiro e falta de tempo).

(P.S.: a alegação de que o "windows é o software mais usado no mundo", que consta em outro artiguete, só demonstra a inocência da editoria de informática da ZH.)

Filed under: rants

ferhr says...

Costumo brincar quando vejo um daqueles adesivos "agradeça um professor se consegue ler" (ou algo assim) porque aprendi a ler e fazer contas sozinho. Também não aprendi a ter senso crítico na escola (como boa parte das coisas que aprendi), mesmo porque era escola pública (e senso crítico em escola pública é concordar com o professor sempre; portanto ter senso crítico era pecado mortal). Só anos depois percebi que poderia ter sido completamente diferente, bem melhor, e destinando quase os mesmos recursos: não valorizavam quem capitaneava a sala de aula.

Hoje é um daqueles dias do calendário em que se lembra de uma classe de profissionais, ou uma classificação entre as pessoas. Não gosto de datas especiais nem dias fixos para lembrar de pessoas, porque no resto do ano elas não são lembradas. É o caso do dia do professor que, por óbvio, deveria ser feriado em todas as escolas (mas não é). Amanhã já vai ser esquecido, e tudo volta como era. Então vai um textinho.

Discuto em meus próximos educação e ensino diariamente. De longe o ensino é a área mais negligenciada no país; a razão de todos os problemas que acontecem, apesar das peneiras multibilionárias que se usam para tapar o sol ou fazer chover boas intenções. Na minha visão de aluno (por mais de quinze anos) e por ver de perto como a coisa toda acontece creio que tudo deveria mudar. Tanto no ensino público como o particular.

O ensino público primeiro, por ser o mais precário e por não ser auto-suficiente. Por ser deficitário. Sobre o particular eu tenho outras visões, que não cabem aqui.

Se tem uma obra de "welfare" que realmente traz benefício é escola. Já encontrei gente que não é a favor das escolas públicas, mas sem elas estaríamos bem, bem, bem pior. Provavelmente seríamos uma ditadura das bananas. Não que a lei seja extremamente respeitada por aqui, mas imagine uma situação de guerra permanente, com gente morrendo nas ruas de fome, golpes infinitos, imprensa oficial estatal que só poucos conseguem ler ou onde se aprende a ler só para isso, etc.; seria por aí. Então nem passa pela minha cabeça privatizar o ensino básico e o nível médio. Não resolveria o problema, nem mesmo se toda a população tivesse condições de pagar.

Algumas coisas mudaram no ensino público que o tornaram (ou tornarão) pior. O enjambre de "passar" o aluno adiante, para o próximo ano, a qualquer custo (para maquiar as estatísticas); a tentativa de reintrodução do ensino religioso (mesmo que seja facultativo); planos de carreira que a princípio parecem vantajosos para os professores mas ao longo prazo diminuem o valor real do salário; a criação de duas redes independentes de ensino público (uma controlada pelos estados, e outra pelos municípios, fazendo com que a corrupção e o pleno roubo fiquem mais difíceis de sofrer escrutínio), etc.

O despreparo dos professores é evidente. A culpa não é unicamente dos professores, mas do próprio sistema de ensino que os gerou; a coisa toda vem de longe. Às vezes ajudam a perpetuar a situação, agindo como seus próprios algozes. Um exemplo seria o fato de que muitos professores se associam a movimentos visivelmente anti-intelectuais, como sindicatos partidarizados; aliás não vi até hoje nenhum sindicato que seja a favor de pessoas inteligentes. Coisa que não aconteceria se a educação 'a priori' não tivesse falhado. Mas essa é outra história, a ser lembrada em dia adequado.

Também há um processo de auto-depreciação automático quando o professor, por falta de conhecimento, escolhe e segue metodologias/conceitos que não são científicos. Acreditem, essas coisas acontecem também fora da área das exatas. Neste caso não é o professor que é prejudicado, mas o aluno. Porque cedo ou tarde o aluno enfrentará a realidade. Não raro encontro professores que não questionam o status quo -- não só da sua área, mas da sua vida.

Uma coisa curiosa (e recente) é que estamos em uma era onde as pessoas fogem da responsabilidade como um funkeiro foge do dicionário; e é um fenômeno global. Nessa onda de "eu faço minha parte, e SÓ a minha parte" entra a questão dos pais. Educação é coisa que começa em casa, mas os pais preferem terceirizar a obrigação biológico-moral para as escolas. Isso é de uma maldade atroz, um comportamento que não segue nenhuma lógica. Bom, talvez seja até uma conseqüência óbvia: o que esperar de pais irresponsáveis e imorais, que "deixam a vida levar", vivendo tal qual animais?

Tem um argumento em que se diz que não seria bom que os professores do ensino público ganhassem mais do que ganham; geralmente é parte de um pacote ideológico onde figuram estatísticas de países como a Coréia do Sul -- onde figura uma realidade completamente diferente da brasileira --, que comprovariam a tese. Estão de brincadeira os que proferem essa tese. Como pode um cidadão que vai alfabetizar crianças ganhar perto de um salário mínimo por 20 horas de trabalho? Que tipo de educação fora da sala (como, por exemplo, freqüentar livrarias e participar de eventos culturais pagos) um professor consegue se isso mal serve para se alimentar?

Mesmo se conseguisse sobreviver (note a palavra "sobreviver"), e o resto? Não seria o professor -- por mérito -- um cidadão exclusivo, que deveria ser premiado pela sociedade diferenciadamente *exatamente* por ser mais importante e servir como fundação mais básica da civilização?

Seria e é. Eu, que sou autodidata por teimosia, reconheço que sem a massificação da educação não seria possível o avanço que tivemos nos últimos dois séculos em termos de ciência e organização da sociedade (inclusive com todos os defeitos associados). Então porque não darmos o passo adiante e valorizarmos os maiores responsáveis pela civilização como conhecemos?

Nessa parte alguém pensaria "ah, os que estão no PUDÊ não querem fazer isso". Vamos imaginar por um instante que não seja este o problema. Pode ser que seja a) o despreparo ou b) motivos ideológicos, por exemplo.

Se a) a maior parte dos que estão "no comando" também não tem preparo. Nem tinham antes, senão a situação não chegava onde chegou. Não se sabe para onde se quer chegar, o que fazer; que seria o mais adequado. O ensino dá o resultado décadas depois, então não é atrativo.

Pior é o b), onde imaginam que sabem o correto porque seguem a cartilha duma ideologia sem nenhum respaldo científico. Quando o resultado obviamente não aparece, chega a hora de maquiar o resultado: seja aumentando a nota do aluno, seja diminuir os scores mínimos para que as estatísticas se igualem a outros países, pra ficar nesses dois exemplos. Neste caso não se valoriza o professor porque o mais importante é o método em voga, etc. e o professor que se dane para se adequar aos novos "achismos" pedagógicos.

Quanto aos que desconfiam que "é que ELLES preferem que a população seja burra", às vezes tenho sérias dificuldades em aceitar que os políticos saibam o que estão fazendo; que tenham um projeto, por exemplo, para "perpetuar o mal". Ou que tenham um projeto, mas que de fato entenderam o que o próprio significa. Mais coisas se explicam pela incompetência (ignorância?) do que pela maldade, não é mesmo?

Talvez seja o caso; a nossa democracia, no final das contas, seria realmente representativa. Por indução, ELLES são os melhores exemplares de nós, a população que acabou educada assim: hedonista, anti-intelectual, com ódio do mérito e asco do conhecimento.

Filed under: rants

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It's been a long time since my last 'hanging out doing nothing.' I am unbelievably exhausted. Have been losing sleep, have been skipping meals (more than usual, anyway), and have been pulling a lot of successive all-nighters lately. Worst part is, as hard as I work my ass off, the pile of work does not seem to be diminishing enough to make me feel like it's all worth the effort.

Stress, stress, stress. I want all this to be over already.

Filed under: acads, rants

hungrypeople says...

This is one of the best RANTS and MANIFESTOS that I've encountered on the web.  If you believe the supporters, Tom Peters is arguably the guru of management gurus around the world (I believe them by the way).  His views and books have continuously challenged the status quo and he is sometimes right.  But he is unbelievably very good at reinventing (or as in his lingo "re-imagine") himself.

He epitomizes the kind of leader you want to meet even at least once in your life.  His rants are essential gospel for revolutionaries.  They add fire to a burning house (and that is good).  As we grapple with the challenges of the new century and with the changes happening all around us - be it economic, social or environmental, Tom offers some of the best answers.

He charges one of the highest rates to speak at companies and organizations and at one time I believe he used just one slide in his PowerPoint presentation and on another one, using his suitcase and its contents as his presentation.

Someday, maybe YOU will become a guru but for now, we have Tom.

Here's a little something for YOU from TOM.

http://www.tompeters.com/blogs/freestuff/uploads/tomato-082005.pdf

Thank YOU Tom for challenging us to be better.

Visit him @ http://www.tompeters.com/.

Filed under: brand you, career, cool, leader, leadership, management, management guru, peters, rants, re-imagine, revolutionaries, revolutionary, tom, tom peters, tompeters.com