Bom, pra estrear nosso espaço, posto aqui a matéria feita pela TV Brasil com a nossa querida Hilda, sobre livros. A matéria foi feita no Dia Nacional do Livro, 29 de outubro. A matéria foi ao ar no dia 2 de novembro. O projeto "Um pé de biblioteca" é um braço da ONG Crescendo Feliz, que existe desde 2003. A inauguração da Biblioteca Comunitária Rafael Cordeiro Azevedo, a Biblioteca do Mano, foi o primeiro passo desse projeto. O espaço fica em Mesquita, na Baixada Fluminense. Sua administradora, Hilda Sobral de Souza, 56 anos, é costureira e apaixonada por livros. É quem toca esse sonho.
O segundo passo está na Comunidade da Biquinha, em Santa Teresa. Por iniciativa de um dos voluntários, Wilson Martins, descobrimos outro lugar com pessoas sedentas por cultura e educação. Mas isso é papo para outro post.
Aos visitantes, esperamos que apreciem nossa iniciativa. E façam a diferença, da forma que for.
Será hoje, que irei finalmente ao cinema, ver o novo filme da Saga Crepúsculo. Desde a estreia do primeiro filme, o meu entusiasmo pelos livros de Stephanie Meyer, cresceu no meu interesse e de muitas outras pessoas.
Recentemente terminei a leitura dos 4 livros, e devo dizer que para quem não gostou da história inicial, do romance tipo "Romeu & Julieta", muito está para vir. Em futuros filmes, irá aparecer muitas descobertas, e um enredo muito cativante para está sentado na cadeira a comer pipocas.
Como sempre, quando existe uma legião de fãs por um evento, por um produto, por uma história, haverá sempre uma legião negativa, uma de "não-fãs". Que perdem quase tanto tempo como os fãs, a criticar tudo o que possam encontrar - nada que não ache normal.
Porém, na minha opinião, quando se conhece pela primeira vez esta história, das duas uma: ou se gosta verdadeiramente da história; ou detesta-se. Mais tarde até se pode ganhar o interesse, mas o mais certo é que não será a mesma coisa.
Pelo o que conheço da história dos livros, sei o que posso esperar do filme, mas como já acontece nos filmes de Harry Potter, o me leva a ir ao cinema, é a curiosidade de descobrir como está o filme, em comparação ao livro.
Haverá sempre um pouco de desilusão, pois é difícil, para os realizadores, colocar um livro inteiro, num filme de poucas horas. Mas tenho esperanças que valerá a pena ver o filme, e entregar uma cara às personagens da história que tenho na minha imaginação.
Lembra aquele comercial que você viu no Jornal Nacional há duas noites? Você se lembra de que marcas eram esses comerciais? Não?
Eu também não.
Ao chegar aos 66 anos de idade, a maioria de nós já terá visto aproximadamente dois milhões de anúncios de televisão. Contando de outra forma, isso é o equivalente a assistir a oito horas de comerciais, sete dias por semana, durante seis anos seguidos. Em 1965, um consumidor típico lembrava 34% dos anúncios. Em 1990, esse percentual havia caído para 8%. Uma pesquisa telefônica realizada em 2007 pela ACNielsen com mil consumidores revelou que uma pessoa típica conseguia mencionar apenas 2,21 comerciais dentre os que havia visto durante toda a sua vida.
Alguns motivos para isso me saltam a mente imediatamente. O primeiro e mais óbvio é o ataque contínuo, veloz e sempre em mutação da mídia atual. A internet, com seus pop-ups e banners, a televisão a cabo, canais 24 horas no ar, jornais, revistas, catálogos, e-mails, ipods, podcasts, blogs, twitters, iphones, mensagens instantâneas, torpedos e jogos para computadores e viogames lutam pela nosso momento de atenção, cada vez mais finito e escasso.
Por meio de uma pesquisa ambiciosa e pioneira na área da neurociência, Lindstrom em "A lógica do consumo" varre o cérebro de dois mil voluntários de todo o mundo para desvendar as reações aos mais diversos estímulos visuais. As descobertar foram surpreendentes. E põe em cheque muito do que acreditavamos até hoje.
Desde "o sexo não vende" até "as logomarcas esvaziam as marcas".
“Sim, eu lembro especialmente o que foi escrito em Gales. Há um poema recolhido por Robert Graves em seu livro A Deusa Branca, e o título por si só já é lindo: se chama “A batalha das árvores”. Não sei exatamente a que se refere; acho que se conservou uma estrofe, e essa estrofe se refere à transmigração. Eu li isso numa citação de Arnold, e me lembro do seguinte fragmento, que reconstruo rapidamente:
Fui um peixe resplandecente
Fui uma ponte que atravessa setenta rios
Fui a espuma da água
Fui uma palavra em um livro
Fui um livro no princípio...
(...) depois ele diz:
Fui uma espada na mão
Fui uma mão na batalha,
E continua com uma enumeração muito longa; tem uns vinte ou trinta termos, e todos são inesperados, e, ao mesmo tempo, preparados pelo anterior.”
"Concebida originalmente para o público estrangeiro, acaba de ser lançada no Brasil, pela Editora Unesp, a obra Repensando os Trópicos: um retrato intelectual de Gilberto Freyre, de autoria de Maria Lúcia Pallares-Burke e Peter Burke"
Artigo de Felipe Pontes publicado na seção Idiossincrasias, do Portal Literal, com links para a entrevista completa de Peter Burke concedida ao Portal em 2007 e para a Biblioteca Virtual Gilberto Freyre. Click para ler a íntegra do artigo.
O Monge e o Executivo conta a história de John Daily, um homem de negócios que percebe que está fracassando como pai, marido e chefe. Para tentar recuperar seus negócios, seu casamento e sua família, ele decide passar uma temporada em um mosteiro, comandado por Leonard Hoffman, um lendário empresário americano que abandonou tudo em busca de um novo sentido para a vida. No mosteiro, aprende que a base da liderança não é o poder e sim a autoridade. E que esta deve ser conquistada com amor, dedicação e sacrifício. E que para liderar é preciso, sobretudo, estar disposto a servir.
Sobre Leonard Hoffman:
Esse executivo fez com muitas companhias, o que até agora eu só tive oportunidade de fazer com duas: transformar empresas à beira do colapso em negócios lucrativos e de sucesso. O grande livro que Leonard Hoffman escreveu “The Great Paradox: To Lead You Must Serve” (O grande paradoxo: Para liderar você deve servir), permaneceu entre os 50 mais vendidos do New York Times durante três anos. Hoffman foi o líder responsável pela ressurreição da “Southeast Air”, entre outras companhias.
Resumo do Livro:
DIFERENÇAS ENTRE GERENCIAR, LIDERAR, PODER E AUTORIDADE: Você gerencia coisas e lidera pessoas. Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para que trabalhem, de maneira entusiástica, visando atingir objetivos para o bem comum. Diferenças entre “Poder” e “Autoridade”. Poder é forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força. Autoridade é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer.
A IMPORTÂNCIA DE ROMPER COM VELHOS PARADIGMAS: Antigo paradigma-> Novo paradigma Invencibilidade dos EUA -> Concorrência global Evitar e temer mudanças -> A mudança é uma constante
Os funcionários são o que há de mais importante nas empresas, pois eles estão em contato mais próximo e direto com nossos clientes.
MODELO DE LIDERANÇA: Liderança pautada em autoridade, serviço e sacrifício, amor e vontade. O verdadeiro líder deve servir!
AMOR “AGAPÉ”, implica que o líder tenha: - Paciência = mostrar autocontrole - Bondade = dar atenção, apreciação, incentivo - Humildade = ser autêntico, sem pretensão, orgulho ou arrogância. Não queremos líderes inchados de orgulho e fixados em si mesmos. O ego pode de fato interpor-se no caminho e criar barreiras entre os líderes e seus liderados. Precisamos uns dos outros. Os arrogantes e orgulhosos fingem que não precisam. - Respeito - Generosidade - Perdão = desistir de ressentimento quando enganado - Honestidade - Compromisso = Se você não estiver comprometido como líder provavelmente desistirá de exercer autoridade e voltará a uma posição de poder.
COMO É O LÍDER SERVIDOR? Servir aos outros nos livra das algemas do ego e da concentração em nós mesmos que destroem a alegria de viver. Infelizmente muitas pessoas jamais saem do estágio do “eu primeiro!” e passam pela vida como crianças de dois anos vestidas de adultos, querendo que o mundo satisfaça suas vontades e necessidades. Essas pessoas que deixam de crescer se tornam cada vez mais egoístas e autocentradas.
A IMPORTÂNCIA DA LIDERANÇA NAS EMPRESAS: Pesquisa da Fundação Dom Cabral mostra que um bom programa de liderança pode ocasionar:
Melhoria de produtividade ->87% Melhoria do clima -> 79% Redução de custos -> 74% Melhoria da imagem externa -> 56% Melhoria na rentabilidade -> 57% Maior geração de inovações -> 56% Aumento de receita -> 50% Outros -> 8%
dou continuidade ao 'serviço' começado no mês passado, com a segunda edição deste 'clipping de twetts'. tentei manter um número aproximadamente igual a primeira vez, mas se tiver links demais me avisem, pra eu poder filtrar ainda mais tal conteúdo.
As divisões mudaram só um pouco, e são as seguintes: 'acadêmicos', 'arte / cultura', 'biblioteconomia', 'digitais' e 'leitura e bibliotecas'.
Recebi alguns elogios que me fizeram continuar com isso, agradeço a todos pelo incentivo dado. Se ainda tiverem sugestões para o blog, deixem um comentário, por favor.
ARTE / CULTURA - Links para conteúdos artísticos e culturais diversos
Enter - Antologia Digital // Encontrando uns e redescobrindo outros. Pra ser visto/lido aos pouquinhos. http://migre.me/5AZJ (via @dgcunha)
Exposição traz obra do fotógrafo Cartier-Bresson http://bit.ly/I0eVQ ['Referência obrigatória pra qm gosta d fotografia'] (via @abrapira)
MinC divulga primeiro Anuário de Estatísticas Culturais do País - http://migre.me/6GqI #minc #cultura (via @abrapira)
Site IMS: Se vc quer conhecer a história da música brasileira acesse nosso acervo. Mais de 28 mil músicas disponíveis: http://migre.me/8299 (via @imoreirasalles )
DIGITAIS- Links relacionados a estudos sobre a Web, ou sobre a tecnologia em si
Ontem, continuei lendo Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva.
Um livro excelente que todos já haviam me indicado e eu nunca tive o interesse, mesmo depois de comprá-lo e guardá-lo na estante. Acho que pelo fato de que, quando trabalhei numa grande livraria, ele era mais considerado como auto-ajuda do que biografia. E talvez porque a capa era rosa, com um foto em PB, pouco atraente. Bem, chega de desculpas.
Segue um trecho que achei excelente e gostaria de compartilhar.
Último dia do ano. Grande coisa. Única diferença é que não haveria fisioterapia. Mas, de resto, era um dia qualquer. Passagem de ano é bom pra se fazer um balanço do que passou e prometer a si mesmo que corrigirá os defeitos.
– Este ano, paro de fumar. – Este ano, vou estudar. – Este ano, arrumo um emprego.
Claro que nada disso dá certo, mas a tentativa é que vale. Na minha situação, não adiantava nada. Que poderia eu fazer de promessa, se nem ao menos sabia se ia continuar vivo ou não? E também foi o tipo de passagem de ano para pior. Preferiria que o tempo voltasse atrás, até o exato momento em que eu mergulhara naquele lago. Quantas vezes desejei isso. Uma coisa de nada transformou minha vida num pesadelo.
Minha mãe era quem ficava comigo de noite. Ela voltava de São Paulo e dava janta pra mim. Esperava até eu dormir, dava um tempo e ia embora. Mas essa noite, pouco antes da meia-noite, acordei com fogos e gritaria na rua. Era Ano-Novo. E mudança de década: 1980. Não haveria champanhe, serpentinas ou abraços. Eu estava só.
– Feliz Ano-Novo, Marcelo. – Pra você também, Marcelo.
Admirava a alegria das pessoas na rua, uma alegria da qual não fazia parte. Estava triste e só.
Adeus Ano Velho, feliz Ano-Novo.
Não tinha o mínimo sentido. As lágrimas rolaram, chorei sozinho, ninguém poderia imaginar o que eu estava passando. Nada fazia sentido. Todos sofriam comigo, me davam força, me ajudavam, mas era eu que estava ali deitado, e era eu que estava desejando minha própria morte. Mas nem disto eu era capaz, não havia meio de largar aquela situação. Tinha que sofrer, tinha que estar só, tão só, que até, meu corpo me abandonara. Comigo só estavam um par de olhos, nariz, ouvido e boca.
Feliz Ano Velho, adeus Ano-Novo.
Foi o que eu prometi a mim mesmo. "Se eu não voltar a andar, darei um jeito qualquer pra me matar." Era bom pensar assim. Eu não tinha medo de morrer. Era muito mais fácil a morte que a agonia daquela situação.
– Parabéns, Marcelo. Foram vinte anos bem vividos. Deixará muitas saudades, alguns bons amigos, umas fãs. Fique tranqüilo, o Cassy sabe tocar algumas de suas músicas. Um dia, quando ele gravar um disco, irão saber que você existiu. Mas também, se não souberem, tanto faz. De que vale a eternidade? Um orgasmo dura poucos segundos. A vida dura poucos segundos. A história se fará com ou sem a sua presença. A morte é apenas um grande sonho sem despertador para interromper. Não sentirá dor, medo, solidão. Não sentirá nada, o que é ótimo. O sol continuará nascendo. A terra se fertilizará com o seu corpo. Suas fotografias amarelarão nos álbuns de família. Um dia alguém perguntará:
– Quem é esse cara da fotografia? – Ninguém que interesse.
Meu R.G. irá para outra pessoa. Meu violão se desintegrará em algum depósito de velharias. Meu gravador será roubado por um trombadinha. As cuecas, minhas irmãs poderão guardar para seus filhos, mas aconselho jogar fora, pois até lá já estarão fora de moda... Tchau, mãe. Se cuida, tá? Thais e Ana, vocês são belas mulheres. Cassy, continue tocando, que você chega lá. Virgínia, pena você não ter me amado como eu te amei. Veroca, Eliana, Nalu e Big, juízo, hein? Gorda, você é um cara incrível. Ricardo, meu irmãozinho, o cara que mais me conhece. Nana querida, não fique com raiva de mim, eu tentei gostar de você, mas não dava, eu tava muito chato. Marcinha gracinha, você é uma fofa. Fabião, vá à luta, meu chapa. Mariúsa mãezinha, valeu a força que você me deu. Gureti, vê se fica menos briguenta. Maurão, seu veado, não beba tanto. Bundão querido, cuida bem delas, tá? Zequinha, seu louco, largue um pouco os livros, bata mais punheta. Celso, lindo, você é duca. Nelson e Olaf, cuidem bem da chácara. Betão, Rubão, Max, lembrem de minhas posições políticas. Laurinha fofa, emagreça um pouquinho. Milu, você tá me devendo uma transa, hein? Tchau, pessoal, feliz Ano-Novo pra vocês.