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Here are posterous posts filed under jornalismo...

Casagrande says...

Para quem estava acostumado a ver enchentes e ventos que derrubam árvores apenas pela televisão, a região sul do país passou a conviver com uma nova realidade.

Quase uma semana depois da enchente causada pelas fortes chuvas na região, temporal com ventos de mais de 100 km/h derruba árvores e causa diversos estragos.

Definitivamente, o clima no planeta não é mais o mesmo. Alguém ainda tem dúvidas sobre as conseqüências do impacto ambiental?

Fonte: TV Vale do Paranhana

               
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Lüdtke says...

Documentário do fotógrafo Danfung Dennis veiculado em Frontline. Mais sobre ele aqui.

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antoNio says...

A mudança pode comçar por aqui. Uma página para receber novos assinantes não está autorizada a dar erros. De outra forma deixa de ser válido o AssineJá! Ainda não foi desta que fiz as pazes com o Expresso.

 

Filed under: Jornalismo

Chris says...

Me perguntaram ainda ontem - e nos dias anteriores - o por quê de eu ainda querer cursar jornalismo, mesmo depois de várias referências sobre o quão difícil vai no sentido de destaque no mercado e das mudanças que estão por vir, sem esquecer de mencionar a não necessidade do diploma para o exercício da função.

Visitando esse blog eu encontrei um link interessante, que justifica a remuneração baixa dos jornalistas como algo merecido, baseando-se em vários aspectos (link em inglês) e chamando a classe para uma reflexão sobre a mudança no modelo de negócios, visto que a sociedade e os meios de comunicação da mesma mudaram. Li também um post do Rogério Christofoletti em seu blog, a respeito de uma mudança na abordagem da narrativa jornalística, tornando-a mais atraente - cheguei a comentar que talvez ao invés de colocar o leitor de uma vez no meio da matéria, conquistá-lo de forma que ele sinta necessidade de interagir com a mesma.

O colaborativismo está aí e ninguém pode negar e mudanças na maneira como acessamos a notícia também estão por vir. A questão é como aproveitar sabiamente todo o poder que cresce cada vez mais em nossas mãos. Eu acredito que a figura do jornalista vai ser fundamental nesse momento: sugerindo, coordenando as melhores idéias na área de comunicação de forma que eles sejam aproveitadas da sua melhor forma.
 diz que:

A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo? - Luís Fernando Veríssimo


Ninguém precisa ter diploma em letras, jornalismo ou qualquer outro curso para comunicar algo ao público. A internet foi só um megafone nesse caso e continua sendo. A credibilidade dos fatos ainda é o maior dos problemas: qualquer um pode colocar a informação que bem entender e dá-la por verdade, cabe ao internauta aceitá-la ou não. Eis outra situação onde o jornalismo se faz necessário: na manutenção da verdade.

Art. 4º O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação. - Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros


A figura do jornalista, por todas essas mudanças, tende apenas a se tornar mais necessária, ser mais exigida e sim, adaptar-se.

 

EDIT: Corrigi o link para o Código de Ética.

Filed under: jornalismo

Casagrande says...

Em um dos países mais corruptos do mundo, onde todos juram honestidade, acontecem cenas raras. Esta manhã, a principal notícia era o cancelamento das provas do Enem que ocorreriam neste final-de-semana. O motivo foi o vazamento do conteúdo da prova.

Até aí nenhuma novidade, já houveram outros casos que não chegaram a cancelar a realização das provas. A inovação foi como essa informação chegou à imprensa. Quem iria acreditar que o ladrão liga para a repórter de um dos maiores jornais do país tentando vender o objeto do furto? É inacreditável!

3 de outubro - Estudantes de diversas capitais brasileiras protestam contra o cancelamento da prova.

                         
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Imagens via R7, G1, Terra e meionorte.com

6 de outubro - Reportagem do Jornal Nacional divulga imagens do circuito interno de gráfica que registram o momento do furto. Inquérito foi encerrado com cinco pessoas indiciadas.

por Renata Cafardo

Meu telefone fixo tocou por volta das 15h30 de ontem e uma voz tremida do outro lado confirmou meu nome completo e avisou que queria falar sobre o Enem. Já havia recebido mais cedo um recado de alguém estava interessado em vender o gabarito da prova, que seria realizada por 4,1 milhões de alunos no fim de semana.

O homem disse pouco, preferia não falar ao telefone e queria um encontro ao vivo. Mas avisou que o que ele tinha era a prova toda, as 180 questões dos dois dias, já impressas. Eu falei que tinha interesse em verificar a veracidade do material e então marcamos para as 19h15 em um café perto do jornal.

A direção decidiu que eu fosse acompanhada de duas pessoas e então o editor do Ponto Edu, Sergio Pompeu, e o fotógrafo Evelson de Freitas, foram escalados para isso. Sentamos os três no café e esperamos. Não sabíamos nome algum ou rosto de quem procurar, mas um dos informantes chegou primeiro e nos identificou. O outro chegou poucos minutos mais tarde, com uma pasta cheia de papéis.

Segundo eles, o material tinha sido vazado por alguém em Brasília, no Inep/MEC. Eu pedi para ver a prova e eles a colocaram, sem cerimônias, na mesa do café. Estavam lá os logotipos do governo federal, das empresas contratas para organizar a prova, do Inep. Ao folhear a prova, não acreditava no que via. As questões tinham o perfil do Enem, um exame que cobra competências e habilidades, usa temas cotidianos. Vi lá tiras da Mafalda, do Garfield, trechos da Canção do Exílio e de uma reportagem da revista Veja. Tratei de decorar o máximo de questões possíveis.

Vi também a prova de matemática, mas as questões eram enormes, obviamente cheias de números, e desisti de tentar memorizá-las. Depois de dois minutos, um dos homens me tirou a prova das mãos. "Já viu demais", disse. Perguntei sobre a redação e eles se negaram a mostrar essa parte da prova.

Queriam dinheiro e deixavam claro isso. Pediram R$ 500 mil e tinham a convicção de que fariam o negócio com algum veículo de imprensa. Deixamos claro que o Estado repudiava esse tipo de comportamento, que aceitaríamos denunciar o vazamento desde que não pagássemos por isso. Eram homens simples, pareciam não ter qualquer experiência com provas ou conhecimento do sistema educacional do País. Os dois, por volta dos 30 anos de idade, viam no material que "tinha caído no colo deles" como uma "oportunidade única". Um deles tinha comportamento mais truculento, falava de maneira mais agressiva. O outro aparentava nervosismo, medo. "Não somos bandidos. Queremos nos livrar disso o mais rápido possível", dizia.

Saímos cheios de dúvidas do encontro. Já no jornal, a direção decidiu que entraríamos imediatamente em contato com o ministro da Educação, Fernando Haddad, e que nada seria publicado até que houvesse uma confirmação de que a prova que tínhamos visto era verdadeira. Durante as 21horas e 0h30 falei cerca de 10 vezes com o ministro, que prontamente nos informou as providências que estavam sendo tomadas (procura pelos técnicos do Inep, abertura do cofre para identificar a prova etc). Ele foi informado das questões que eu tinha memorizado.

Pouco antes da 1h da manhã veio a confirmação de que o Enem seria cancelado. A prova que tive em mãos era verdadeira.

"Não somos bandidos...", dizem eles. Deixe-me ver se entendi. Alguém se apresenta com as provas roubadas, pede meio milhão de reais e não é bandido? "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", acreditam.

Surreal! Onde vamos parar com essa ingênua criatividade? Como dizem os humoristas, está difícil concorrer com as notícias.

Confira a reportagem completa de O Estado de São Paulo.

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Filed under: jornalismo

Casagrande says...

A notícia mais comentada na manhã desta sexta-feira foi publicada no site do jornal Extra, do Rio de Janeiro. De acordo com a reportagem, integrantes do programa CQC da Band estão em avançadas negociações para trocar de emissora em 2010.

Enviado por Retratos da Vida -
18.9.2009
8h30m

Debandada à vista no 'CQC'

Arquivo

Em 2010, o “CQC”, pograma de maior audiência da Band, não será mais o mesmo. Os integrantes do humorístico vêm sendo assediados por diversas emissoras e, em alguns casos, as conversas estão adiantadas. Marco Luque, por exemplo, estuda um convite para protagonizar um quadro no “Zorra total”, da Globo. E as mudanças na formação da trupe do “CQC” não devem parar por aí. Os repórteres Danilo Gentili, Oscar Filho, Felipe Andreoli e Rafael Cortez foram sondados pela Record. As negociações de Danilo e Oscar com a emissora da Igreja Universal estão bem avançadas.

Rafinha Bastos é um dos poucos que devem permanecer na Band. Ele será um dos quatro integrantes do programa “A liga”, jornalístico à moda “Profissão repórter”, só que mais sangrento. O contrato dos sete integrantes do “CQC” termina no próximo mês de dezembro.

O jornal, conhecido pelo sensacionalismo, não cita fontes. A seção onde se encontra a matéria anuncia: "tudo sobre o mundo das celebridades", ou seja, fofocas em geral.

Imaginei que ninguém daria atenção à matéria, superestimei o jornalismo brasileiro. Em poucas horas, a matéria foi reproduzida pelo jornalista Sidney Rezende, no portal Abril.com, Terra, MSN e clicRBS.

Neste último, o maior portal de notícias da região sul do país, a repórter ainda acrescentou: "E aí, será que a possível mistura entre Marco Luque e o Zorra Total pode dar certo?" Muito bem, a modalidade de jornalismo ctrl+c crtl+v está reunindo adeptos em todas as redações.

Conversando com a assessoria do ator Marco Luque sobre a reportagem, a reação foi imediata: "onde saiu este absurdo?"

O ator já afirmou, em diversas entrevistas, que foi convidado pela Globo quando ainda participava do grupo de teatro Terça Insana, mas prefere manter os seus personagens no teatro.

O convite para um quadro no humorístico Zorra Total surgiu no primeiro ano de atuação no Terça Insana, ou seja, em 2006. Desde então, o ator é questionado sobre o assunto.

Em entrevista a Marcelo Tas no UOL, antes do CQC que só viria em 2008, Luque explicou: "Já apareceram convites, mas nada que me desse a liberdade que tenho no teatro. Não procuro o caminho mais fácil, procuro o caminho que me deixe orgulhoso de mim".

Na época, esclareu um dos motivos que o levou a preferir o teatro à televisão para seus personagens. "É um humor muito fácil e raso. A Grace (diretora do Terça Insana) me fez usar o humor para passar uma mensagem. É triste, porque nestes programas de humor da TV na maioria só tem preconceito. O bom do teatro é que ele permite isso que fazemos."

"O teatro vem crescendo cada vez mais e é uma delícia fazer. Não tem nem comparação com a TV. A resposta é imediata, tem a forma e esta própria censura que não existe", concluiu.

Procurado pela reportagem da Folha, Tas negou o boato: "Nosso contrato vence em dezembro, isso é fato. Todos integrantes estão conversando com a Band", afirmou. "Há um mês estamos em plena conversa de renovação de todo mundo".

Portais de notícias ainda possuem uma influência muito grande, mas os leitores mais atentos já podem conferir a informação diretamente da fonte através de blogs e mensagens no twitter.

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Joaquim says...

Now printable! Reporter’s Guide to Multimedia Proficiency

Many, many people asked me to create a single PDF version of all 15 posts in my RGMP series on this blog. It’s done.

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This 42-page document is fully linked and usable online in most Web browsers, or in Adobe Reader, or in Preview on the Mac OS. In other words, you don’t need to print it. But if that’s what you want, go right ahead.

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Casagrande says...

Raras vezes, em um telejornal, matérias com 10 minutos de duração são vinculadas. No horário nobre da televisão, menos ainda. Mas, quando se trata de uma notícia contra uma concorrente a chance de abrir exceções é grande.

Denúncias contra Edir Macedo não são novidade. Desde que o bispo começou a lotar estádios no início dos anos 90 o que não faltam são acusações contra o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Por que dez minutos no melhor horário do Jornal Nacional? Edir Macedo também é proprietário da Rede Record, e desde que a adquiriu a Rede Globo tenta, em vão, desmoralizar a concorrente. Nada mais natural do que a resposta no Jornal da Record.

É claro que Edir Macedo optou pelo caminho mais polêmico que poderia existir para captar recursos a fim de construir seu império empresarial. Sim, o bispo fez da religião um negócio. Mas, todas as denúncias até hoje foram arquivadas e tudo indica que essa última será mais uma.

O que lembra a briga entre as duas rivais?

Exatamente. Só faltou Edir Macedo dizer "o jato é meu". Mais uma disputa entre poderosos para o brasileiro assistir já sabendo o final da história.

Agora, uma discussão que vale a pena é avaliar até que ponto um jornalista deve comprometer a sua carreira em favor da emissora em que trabalha.

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Casagrande says...

Assista ao vídeo, leia a entrevista de uma adolescente gaúcha que contraiu a gripe AH1N1 e tire suas próprias conclusões.

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