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Here are posterous posts filed under educação...

pellegrino says...

Neste último sábado, tive a oportunidade de participar da II Ultramaratona How-to de Software Livre apresentando o tutorial de Otimização de aplicações Rails. Mesmo com alguns contratempos, o pessoal da organização está de parabéns pela pronta resposta e pela preocupação e dedicação em fazer da ultramaratona o sucesso que foi.

Seguem os slides da minha apresentação:

Um grande abraço e até a próxima!

Filed under: educação

pellegrino says...

No próximo final de semana dos dias 7 e 8 de novembro de 2009, será realizada a II Ultra maratona how to de Software Livre, dois dias inteiros dedicados a workshops bem práticos sobre os mais diversos assuntos; desde administração de sistemas até RIAs utilizando JQuery.

  • LDAP – Conceitos e Aplicações
  • Welcome to the Django
  • Instalando CACIC – Servidor e Agente
  • Interfaces Gráficas do Shell (Aprofundamento do Zenity)
  • Teste de Invasão em Redes Sem Fio
  • Rails: Otimizando Client-side e Server-side
  • Paravirtualização com XEN no Debian Lenny
  • Nagios: Gerenciando redes de alta disponibilidade
  • Cluster Zimbra de alta disponibilidade com HeartBeat e DRBD
  • RIA com JQuery
  • Conforme o Sylvestre Mergulhão disse em seu post, terei a difícil e honrosa tarefa de substitui-lo na apresentação do how-to Rails Otimizando client e server side. Também estará presente meu amigo Henrique Bastos que apresentará o tutorial sobre Django.

    A maratona ocorre na Rua Martins Ferreira, 71, no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.

    Será uma oportunidade bem legal para se aprender um pouco mais sobre uma gama bem variada de tecnologias. As inscrições devem ser feitas no site do evento . Quem tiver interesse, ainda dá tempo, mas é melhor correr pois as vagas são limitadas e já estão se esgotando!

    O evento é uma grande iniciativa do pessoal da Clavis Segurança da Informação, Tecnohall Soluções em Tecnologia e pela Green Hat Segurança da Informação, com o apoio de diversas instituições como PRODERJ, SEPRORJ, RIOSOFT e ALTEX

    Nos vemos lá! 

    Grande abraço! 

    Filed under: educação

    pazinatto says...

    Da minha parte, muita apreensão e expectativa.
    Para os alunos, momentos de muita ansiedade. Afinal, seriam apresentados os resultados de 8 meses de trabalho.
    Pela seriedade deles, no dia da montagem, já dava para perceber que a feira seria um sucesso.
    Bem preparados e envolvidos, mostravam e explicavam os trabalhos com orgulho.
    Mas mesmo assim foi difícil relaxar até que "estivéssemos ao vivo".
    Hoje, finalmente aconteceu. E como foi legal.
    Ficou lotada e foi muito bem avaliada por todos. Alunos, professores, pais e visitantes.
    A empolgação durante todo o evento foi contagiante.
    Sem dúvida estamos de parabéns, mas os alunos foram fantásticos.
    Nas fotos: Alunas do 6º ano trabalhando no projeto "Desmatamento de Encostas". Alunos voluntários do 9º ano na apresentação do "Show de Química".
    No link, é possível conhecer o projeto de hidroponia de alunos do 7º ano registrado dia a dia em um blog com filmes e relatos divertidos.

    Cesar Pazinatto
    Professor
    Plaxo Twitter Blogger Blog RSS

         
    Click here to download:
    O_sucesso_da_Feira_de_Cincias_.zip (2187 KB)

    Filed under: Educação

    sergiovds says...

    Toda vez que ouço sobre a "sagrada missão de educar" tenho engulhos... Basta haver uma tênue ligação entre transformar informação em conhecimento para que arautos gongóricos proclamem as maravilhas (mormente as agruras) de ser um professor.

    Ai meus deuses...

    O ato de professar não é lá muito reconhecido, pois carrega, já em si, uma carga de pedantismo e autoridade hierárquica um tanto anacrônica (lembre-se: o modelo das escolas de hoje possui no mínimo 500 anos de idade). Muitas das vezes, este modelo quase medieval, é acrescido de catalisador moderno: o fato do lente ligar seu "modo automático" (eu dizer ser indolente, mas aí a rima seria insuportável) de ministrar a mesma matéria ano após ano. Quem disse que é fácil dominar um número cada vez mais expressivo de crianças/jovens em sala de aula (empurrado pelo lucro operacional) assim como seus vencimentos (cada vez mais pressionado para baixo pelo mesmo lucro operacional)? A regra do modelo educacional ocidental é perversa, e adiciono: es-tú-pi-da.

    Antes que alguém já venha para cima de mim vociferando que professor é isso, ou aquilo... devo diferenciar este profissional, formado, registrado, concursado, legalmente autorizado a ministrar aulas em estabelecimentos comerciais educacionais, da entidade que respeito e louvo, o educador. E este, nem precisa ser bacharel, mestre ou doutor em quaisquer matérias do conhecimento humano! Pode ser o seu Vicente que me ensinou aos 5 anos de idade como eu deveria me comportar em sua oficina de sapateiro, ou alguns anônimos, ou não, da web que compartilham pedaços de seus conhecimentos hoje em dia.

    O verdadeiro educador jamais se reconhece como professor, ele apenas é um elo que faz da informação, conhecimento (e vice-versa), e para isso ele precisa do outro lado desta equação. O educador só existe se houver o educando.

    E aí mora o perigo... nossas crianças não são orientadas pela nossa cultura social e familiar a serem educandas. Elas "malemá" recebem orientações básicas de socialização, são brutalmente jogadas à própria sorte em armazéns sem a mínima estrutura pedagógica "para serem educadas pelo professor, afinal não é esse o papel da escola?". A familia, a estrutura social destes jovens estão preocupadas e focadas em outra agenda, não passa pelo tecido sociológico que há uma brutal necessidade de compreensão de seus equívocos formais.

    Criança é curiosa por necessidade biológica (diria meu pai) não é necessária a criação de ferramentas pedagógicas lúdicas para que elas se interessem por algo. Não! Deixe-as descobrir a serem educandas, ou seja, deixe-as buscar conhecimentos, basta fornecer a informação em doses adequadas, através de qualquer meio, no momento oportuno, junto com processos de descoberta. Este processo de desenvolvimento do conhecimento e aculturação desagua naturalmente na busca pelo educando de educadores.

    Quando muitos dizem que "o grande problema deste país subdesenvolvido em desenvolvimento é a cultura do povo e o problema crônico do nível da nossa educação", eles não estão muito longe da verdade... estão atirando nas codornas, mas, acertando o cachorro!   

    Eu sei que você quer ler aqui minha proposta para a saída... eu só vejo uma. Comece já a se preparar para quando tiver seus filhos e caso já os tenha, nunca é tarde para começar...

    Mesmo não sendo um pedagogo e nem um ardoroso defensor de datas comemorativas (acho isso uma estupidez, principalmente as comerciais)  devo me curvar à lembrança do que eu denomino "educador". 

    A todos vocês que educam antes de professar idéias meus parabéns.

    Filed under: educação

    charlescade says...

    Não vou empunhar discurso moralista nem saudosista; o passado não foi melhor do que o presente. Muito menos deixar de entender que a juventude é um período, às vezes arriscado, de testes de limites e experimentações. Mas a pesquisa sugere um problema: a dificuldade de focar e desenvolver um projeto, o que exige necessariamente postergar prazer. Mas esse culto excessivo da celebridade, da pressa e do prazer não vai acabar bem.
    Não é por outro motivo que, apesar do desemprego, grandes empresas têm uma crescente dificuldade de recrutar trainees -isso apesar de que, em alguns casos, há mais de 3.000 candidatos por vaga. O que pode estar acontecendo é até mesmo uma mudança na paisagem das elites. Os jovens de periferia, mais focados e com mais garra (afinal, sobreviveram ao massacre educacional), que começam a chegar às faculdades públicas, ganharão cada vez mais espaço. Estudaram de noite e nos finais de semana para alcançar, para ter o prazer de entrar na faculdade e garantir um bom emprego.

    Gilberto Dimenstein, na Folha de São Paulo.

    Filed under: educação

    pazinatto says...


    Mais uma boa coluna da Rosely Sayão publicada na "Folha de São Paulo de hoje.
    Ela analisa a influência do ranking do ENEM na escolha dos pais e no trabalho das escolas.
    Mais um artigo que os pais deveriam ler para refletir.


    OPINIÃO


    É preciso lembrar, em primeiro lugar, que o Enem é feito para avaliar o ALUNO, e não a escola

    ROSELY SAYÃO
    COLUNISTA DA FOLHA

    Um casal, ao escolher a escola para suas filhas que iniciariam o ensino fundamental, optou por priorizar alguns critérios em sua decisão.
    Entre eles, a qualidade das relações interpessoais dos alunos entre si e destes com seus professores e a proximidade com a residência da família para poupar as crianças de um longo período no trânsito. Depois de uma exaustiva procura, encontraram uma escola que satisfazia às suas demandas.
    Essa família constatou, no decorrer de alguns anos, que a escolha fora acertada: as crianças gostavam, na medida do possível, de frequentar a escola e aprendiam, os professores realizavam bem sua tarefa, o convívio no espaço escolar era salutar.
    Tudo foi bem até que a escola passou a frequentar os primeiros lugares no ranking do Enem. Na visão dessa família, tudo mudou a partir de então, e a escola perdeu suas principais e melhores características porque trabalhava quase que exclusivamente para manter sua classificação no ranking: os alunos foram colocados sob constante pressão, os professores passaram a focar seu trabalho nos melhores alunos, a escola inchou. A última notícia que tive desses pais foi a de que estavam considerando a mudança de escola para suas filhas.
    Outro casal fez um percurso totalmente diferente. Depois de estudar com dedicação o ranking de escolas, decidiu matricular o filho no ensino médio de uma das escolas que figuravam entre os primeiros lugares. Tentaram várias delas e se frustraram.
    Não conseguiram vaga para o filho pelos mais diversos motivos: em uma, foram informados de que o filho não tinha perfil para lá estudar; em outra, que o filho não tivera boa formação básica; em uma terceira, que o filho até era bom estudante, mas que a competição era acirrada e que outros candidatos haviam se saído muito melhor. Esse casal guarda, até hoje, uma culpa: a de não ter conseguido oferecer ao filho uma boa escola segundo os parâmetros do ranking.
    Para que serve mesmo esse ranking? O que ele revela? O que ele esconde? O que ele distorce?
    Para considerar o tal ranking é preciso lembrar, em primeiro lugar, que o Enem é feito para avaliar o ALUNO, e não a escola que ele frequenta, e isso faz toda a diferença quando analisamos os resultados comparativos colocados em forma de classificação.
    Um excelente resultado da escola pode ser indicativo, por exemplo, de uma instituição que não admite alunos medianos na relação com os estudos. E, caros pais, a maioria dos filhos são alunos medianos. Como a maioria de nós foi.
    Em segundo lugar, é preciso lembrar também que a amostragem de alunos por escola que fazem o Enem não segue padrão nenhum. Isso significa, na prática, que a média de escolas com menos de 200 alunos é equiparada à de outras com mais de mil, por exemplo.
    Significa também que apenas bons alunos de algumas escolas podem prestar o exame e, desse modo, colocar a escola nos primeiros lugares. E devo dizer que, para algumas escolas, vale tudo -tudo mesmo- para alcançar os primeiros lugares e, desse modo, ter visibilidade e procura de alunos.
    Conversei com um aluno que não prestou o Enem porque a escola que ele frequenta -fora de São Paulo- ofereceu um churrasco para alguns alunos no mesmo dia do exame e ele preferiu comparecer a esse evento, é claro. Que incrível coincidência, não é mesmo?
    Em terceiro lugar, esse ranking provoca a falsa ideia nos pais de que a responsabilidade de oferecer uma boa educação escolar aos filhos é deles, ou seja: quem pode pagar altos valores de mensalidade, consegue vaga nas escolas colocadas nos primeiros lugares e reside nos bairros próximos a essas escolas, entre outros fatores, consegue oferecer boa formação escolar ao filho. Falso: a responsabilidade de dar educação escolar de qualidade às crianças e aos jovens é das escolas. De todas elas. Não é dos pais, de suas escolhas e de suas possibilidades na vida.
    O ranking do Enem -aliás, de qualquer tipo- é um bom negócio para algumas poucas escolas e sempre será assim porque sempre teremos apenas 20 nos primeiros lugares, um bom negócio para a mídia, um bom negócio para o ensino privado. E, enquanto apostarmos no ensino privado e não cobrarmos um bom ensino público frequentado pela maioria de nossos estudantes, continuaremos a ter problemas em educação e, consequentemente, em outras áreas em curto e médio prazo.
    O ranking não é bom para os alunos -muitos deles podem cursar seu ensino médio com sentimento de derrota antecipada-, não serve para a melhoria de qualidade da educação em nosso país, não é uma boa referência para os pais.
    Por que insistimos tanto em usar o ranking, mesmo? Ah! Ficamos apegados à ideia de vencedores e campeões. Pena que isso não valha nada para a maioria que vive a vida como ela de fato é.


    ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (ed. Publifolha)

    roselysayao@uol.com.br

    blogdaroselysayao.blog.uol.com.br

    Filed under: Educação

    pazinatto says...

    Alguns pais que eu conheço profissionalmente deveriam mudar sua forma de agir a partir da leitura desse texto.
    Foi publicado no caderno Equílibrio da Folha de São Paulo do dia 2 de setembro.


    ROSELY SAYÃO

    A difícil arte de ser criança

    Um colega, professor universitário, disse que não gostaria de ser jovem no mundo de hoje. Penso sempre nisso e concordo com ele. Agora, tenho a mesma maneira de pensar a respeito da criança. Como é difícil ser criança no mundo em que vivemos!
    Nos primeiros anos de vida, quando deveria ser livre para brincar, para se relacionar com outras crianças -não necessariamente da mesma idade-, para explorar o mundo com liberdade, sem hora marcada e roteiro preestabelecido, ela precisa bancar uma vida ao modo do adulto e do que ela deverá se tornar no futuro.
    Menores de seis anos têm agenda apertada a cumprir, obrigações dos mais variados tipos, preocupações dignas de adultos, escolarização precoce e tudo o mais. Pouco resta de tempo que possa ser usado para a coisa mais importante desse período: brincar sem compromisso. Não há espaço na vida delas para o ócio, veja só.
    Depois dos seis anos, mais ou menos, a criança deveria se desenvolver: passar, progressivamente, a se responsabilizar por suas coisas, assumir compromissos, encontrar soluções para situações problemáticas próprias de sua vida, aprender. É o tempo de crescer, que coincide com o início do árduo aprendizado da leitura, da escrita e da aritmética. A vida na escola, que nesse momento representa o mundo para a criança, é, portanto, a situação privilegiada para que ela cresça. E não é que muitos pais têm atrapalhado os filhos em seu crescimento e, portanto, não têm deixado que isso ocorra?
    Esses pais têm o que julgam ser um bom motivo: protegê-los de injustiças, sofrimentos, frustrações e problemas. Na verdade, impedem que eles cresçam. Crescer dói e, portanto, certos sofrimentos são inevitáveis.
    Há pais que reclamam dos professores de seus filhos, por exemplo. Ora são considerados bravos em demasia, ora injustos em suas atitudes, ora rigorosos ou exigentes além da conta. Acontece que a criança dessa idade precisa aprender a lidar com as incompreensões do mundo, com as pequenas injustiças, com as exigências e cobranças a ela dirigidas, entre outras coisas. Crescer supõe construir mecanismos para fazer frente a essas situações.
    Lembro-me de um trecho de um livro de Françoise Dolto -transcrição de um programa de rádio em que respondia a pais aflitos- em que a psicanalista sugeriu que a mãe, cujo filho se recusava a ir para a escola porque a professora era muito brava, dissesse a ele que, se a professora ensinava, não tinha importância se era brava. Esse é um modo de dizer que o filho não pode se recusar a crescer, que esse é seu destino.
    Há pais que não querem que filhos dessa idade enfrentem dissabores e arquem com as consequências de seus atos. Permitem que drible os colegas ou a escola quando precisam prestar contas de alguma atitude ou dever. Há os que aceitam desculpas esfarrapadas para os mesmos erros repetidas vezes.
    Precisamos ajudar essas crianças a crescer, a seguir em frente. Caso contrário, estaremos plantando um futuro infantilizado em suas vidas.

    ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (ed. Publifolha)

    roselysayao@uol.com.br

    blogdaroselysayao.blog.uol.com.br

    Filed under: Educação

    pazinatto says...



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    11. Classification Rap: What better way to remember the categories of classification than to create a rap? Students will enjoy this catchy song.
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    2. Language Learning and Web 2.0: Watch this to learn how you can use technology to improve your language classes.
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    4. Task Based Learning: See how task based learning can impact your language courses by watching this video.
    5. Teach Your Children Spanish: Spanish teachers working with younger children can supplement their lessons with these helpful videos.
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    8. ESL Teaching Tips: Teaching ESL comes with its own set of challenges. This video can give you some pointers on being a better teacher.
    9. Spanish for Gringos: Students young and old can benefit from these videos which help with pronunciation and grammar in Spanish.
    10. How to Teach Latin: Latin may come off as boring to many students, so help jazz it up with some tips from this video.
    11. Grammar Rock: Who doesn’t love those old Schoolhouse Rock videos? Play these for your kids when they’re learning about elements of grammar, including this one on verbs.

    Arts

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    1. ARTSplash!: This video can help you learn about the ARTSplash program, which can be a valuable addition to the arts education programs in your school.
    2. Teaching Flute to the Remedial Band Student or Novice: Music teachers who are struggling with students working below the level they should be at can get some teaching pointers from this video.
    3. The Dark Genius of Caravaggio: Show students the work of Italian artist Caravaggio in this video slide show.
    4. A Tribute to Vincent Van Gogh: Students can enjoy the colorful and unique work of Van Gogh in this video.
    5. Salvador Dali: Explore the eccentric genius of Salvador Dali by showing your students this video of his surrealist paintings and movies.
    6. Pablo Picasso: One of the best known artists, students can learn to recognize numerous works by Picasso from watching this video.
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    8. Art Education for the Blind: Learn to make art education valuable for even your blind students by watching this video.
    9. Art In Secondary Education: Get some tips on using art education in high schools through this video created in part by several museums and high schools.
    10. Art Education 2.0: This video gives educators an introduction to Art Education 2.0, an online community on ning.com.
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    Inspiration

    Everyone has a hard day sometimes, and you can remind yourself why you became a teacher by checking out these videos.

    1. Teachers Make a Difference: This video tells an inspirational story about how a teacher made a difference in a student’s life.
    2. Teachers Are Like Mirrors: Here you’ll be encouraged to remember that teachers play a big role in building students’ self esteem.
    3. What Teachers Make: Tyler Mali delivers his free form poem about what a difference teachers can make.
    4. The Miracle Workers: Another Tyler Mali poem delivered in 2007, intended to inspire and build morale in teachers.
    5. 100 Ways to Show Children You Care: While geared more towards parents, this video can give some good suggestions on showing your students how you care about them.
    6. Teaching is Amazing: This video shows a series of inspirational quotes on teaching and can be just what you need to pick yourself up on a bad day.
    7. Thank You, Teacher: Here you’ll hear the story of how a simple thank you from a student made a difference in a teacher’s life.
    8. You Never Gave Up On Me: Listen to the story of this teacher who never gave up on a student who struggled to read.
    9. Make a Difference: This story, while fictional, can still be a great inspiration to teachers everywhere.
    10. Teachers Who Make a Difference: This series of videos documents teachers from all over who have made a difference in their students’ lives.

    Classroom Management

    Ensure your classroom stays a happy and organized learning environment with some help from these videos.

    1. Diffusing Entitle or Helicopter Parents: Dealing with parents can be one of the biggest challenges of being a teacher. This video offers some advice on managing even the toughest parents.
    2. Assertiveness Scenarios: Don’t let coworkers and students walk all over you. This video showcases several scenarios and how to act more assertive.
    3. Education Techniques for Children With Autism: Working with children who have disabilities can be challenging, but this video gives some useful pointers to make it a little easier.
    4. Maintaining Discipline: Watch this video for advice on keeping your classroom under control.
    5. Classroom Management Ideas for At-Risk Students: Those dealing with students that are at a high risk can find out ways they can better work with them in this video.
    6. Tips and Tricks for Classroom Management: Get some basic tips and tricks on keeping your classroom running smoothly in this video.
    7. Positive Learning Places: Here you’ll get advice on several aspects of classroom management and how you can create an environment conducive to learning.
    8. Teacher Training: This video gives teachers some ideas on how to better engage their students and improve their learning environment.
    9. Creating Respectful Classrooms: This video can help give your students the tools they need to be respectful, responsible citizens in your classroom.
    10. How to Maintain Classroom Discipline: Good and Bad Methods: Learn what works and what doesn’t when it comes to classroom discipline through the instruction of this video.
    11. Positive Discipline in the Classroom: Here you’ll learn how to use positive reinforcement to discipline students in your classes.

    How-Tos and Guides

    These helpful guides and instructional videos can give you assistance with a variety of classroom issues.

    1. Challenging Behavior in Young Children: Learn to modify the behavior of elementary age children with advice from this video.
    2. Preschool Learning Ideas: Get some ideas on how to work with preschool age children through suggestions from this video.
    3. How to Teach a Child Math: This basic video gives some pointers on the best way to teach kids math.
    4. First Year Teachers: What Not to Do In the Computer Lab: While very tongue in cheek, this video does offer some helpful suggestions to engaging your students while they’re in the computer lab.
    5. Teacher Interview Questions: Find out what kind of questions you can expect in interviews for teaching jobs in this helpful video.
    6. How to Become a Teacher By Being a Substitute: This video can help those looking to work as full time teachers who are only substituting at the moment.
    7. How to Be an Amazing Teacher: Want to be the best teacher you can be? Check out this video for ways you can go above and beyond.
    8. How to Start a Class Successfully: Learn how to set the stage for your whole day by starting your class.
    9. Exploring Diversity In Your Classroom: Engage children from all backgrounds in your classroom with some tips from this video.
    10. Teacher Tips Organization: This video can help you learn to get and stay organized.
    11. How to Get the Second Half of the School Year Off to a Great Start: It can sometimes be difficult to get back in the groove of learning and teaching after a lengthy winter break. This video gives advice on how to get back into the swing of things.

    Technology

    These videos can help you learn to use technology in the classroom and on your own time more effectively.

    1. Podcasting for Teachers: Learn how to create your own podcast in this informative series. This video covers one of the first steps: getting your own blog.
    2. What is Moodle?: Moodle can be a great classroom tool for students and teachers. This video can help you learn the basics of the program.
    3. Google Docs Tutorial for Teachers: This tutorial will show you the basics of using Google Docs so you can save and edit documents online.
    4. Microsoft Word Training for Teachers: Don’t let your students run circles around you using technology. Learn to use Word with this helpful video.
    5. SMART Board Orientation: While not all teachers are so lucky to have a SMART Board, those that do can get help on using it from this orientation.
    6. Pay Attention: Don’t think technology is important in your classroom? This video might change your mind.
    7. Using PowerPoint(Or Not): This video explains ways you can use PowerPoint in the classroom and reasons why you may not want to.
    8. A Vision of K-12 Students Today: Here you’ll learn why technology is so important to today’s children.
    9. Using Technology in Education: Embrace the overall health of your students by watching this video which explains how to use technology to improve mental health.
    10. ChitChat Basic Walkthrough: Learn to use the program ChitChat by watching this instructional video.
    11. Shift Happens: Learn what you’ll need to do in order to prepare your classroom to meet the technological needs of your students.

    Humor

    If you need a good laugh, watch these over your lunch hour or after class.

    1. Teachers Suck: While somewhat vulgar, this Tom Green rap can be entertaining to see how some students might view education.
    2. History of the World: This simple revision of world history is a fun and creative video to watch.
    3. Dramatic Chipmunk: This simple clip makes entertaining use of one very shocked looking chipmunk.
    4. Brad Neely’s George Washington: Get a different take on the history of George Washington with this funny and quite catchy song.
    5. Spiders on Drugs: Health teachers will find this parody video entertaining.
    6. History of the USAEnjoy this funny take on the history of the United States. :
    7. St Sanders Guitar Parody: These videos take some of the guitar greats and pair them with lame riffs, with hilarious results.
    8. Welcome to My Home: Old videos have been paired with new commentary in this funny series.
    9. Sneak Thief: Watch as this hungry gull robs a store owner blind.
    10. Super Mole Brothers: Chemistry teachers can appreciate this video project which was made in honor of National Mole Day.

    Filed under: Educação

    pazinatto says...

     
    REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 148
    Cotidianos em contraste
    A reportagem de Educação acompanhou três professores paulistas, das redes pública e privada, para fazer um pequeno retrato de seu dia a dia
    Beatriz Rey / Fotos: Gustavo Morita


    Mural de avisos de uma escola paulistana: preocupação com novas regras de contratação

    Na Nova York dos anos 60, um professor já convencido de que seus alunos não passam perto do protótipo idealizado de estudantes que poderiam desafiá-lo a superar os limites de seu conhecimento para proporcionar-lhes novos horizontes de vida, adere ao mais radical pragmatismo para despertar-lhes, ao menos, algum interesse pela leitura e pela escrita . Ainda que troquem os cânones literários pela narração dos próprios feitos ou pelas virtudes da culinária.

    Assim como o personagem literário descrito, resultante da experiência docente do hoje escritor Frank McCourt (Ei, Professor, Cinzas de Ângela), um exército de professores - 1,8 milhão na Educação Básica de todo o Brasil, sendo 238 mil apenas na rede estadual paulista - luta cotidianamente para construir suas estratégias de ensino (ou de guerra?) no mundo real. Longe tanto das idealizações que lhes reserva a missão de transformar todos os problemas do país, como do senso comum corrente, que os desqualifica, os docentes buscam, na lida diária com realidades diversas, a identidade possível.

    Discutido nos mais variados espaços, como universidades, órgãos do governo, terceiro setor e a imprensa, o professor é geralmente lembrado quando se questiona a má formação à qual é submetido ou quando o tema é a polêmica avaliação docente. Em todos os casos, o professor do qual se fala faz parte de uma categoria - o sujeito por trás dele é pouco conhecido. Com o intuito de retratar exatamente o cotidiano que escapa dos debates sobre a docência, a reportagem de Educação acompanhou o dia a dia de três professores que lecionam na cidade de São Paulo.

    Eduardo ensina física no Colégio Brasília, escola particular da zona leste de São Paulo. Carlos é professor temporário em duas escolas estaduais na zona oeste da capital paulista. Sandra Virgínia é professora efetiva de português nas redes municipal e estadual, ambas no Itaim Paulista, zona leste, divisa entre São Paulo e Ferraz de Vasconcelos. O critério de seleção dos entrevistados, além de passar pelo universo público e privado, atende à diversidade de bairros paulistana. A proposta original era retratar mais um professor, que lecionasse na região central, mas, segundo a Secretaria de Estado da Educação, as escolas contatadas não se dispuseram a participar.

    O que se lerá a seguir não é - nem pretende ser - a verdade absoluta a que a totalidade dos professores da cidade está sujeita. É, apenas, um recorte escolhido para se enxergar alguns fragmentos das condições do professor, realidade múltipla, complexa e pouco afeita a reducionismos. Além disso, está fatalmente alterada pela presença de um observador estranho à rotina do professor e da sala de aula, fator que, por si só, altera comportamentos e interfere no cotidiano observado.

    O andarilho

    No bairro da Pompeia, o professor Carlos Alberto Guimarães aguarda o ônibus que o levará à escola
    Entre o momento em que deixa o prédio de dois andares onde mora, na rua Apinagés, na Pompeia, e a hora em que retorna ao local, o professor Carlos Alberto Pires Guimarães, 25 anos, caminha bastante. Não só de sua casa até o ponto de ônibus, na rua Heitor Penteado, mas também entre uma e outra escola estadual onde leciona. Carlos costuma sair de casa por volta de 8h30. Às 18h20, quando termina a última aula de biologia na última escola, inicia o trajeto de volta, também a pé. No total, caminha 7,2 km por dia. Não é à toa que as solas de seus sapatos pretos estão desgastadas. Anda porque, às vezes, o dinheiro não dá. Mas anda, sobretudo, porque gosta. Seu dia começa entre um café feito em coador de pano e um cesto de roupas jogado na máquina de lavar. Natural de Assis, interior de São Paulo, saiu da casa dos pais com 18 anos. Estudou biologia em Bandeirantes, interior do Paraná.

    Sua primeira experiência como educador foi numa sala de aula rural. "Na área de biologia, é a melhor coisa. Aproveitava o meio ambiente do entorno para fazer experiências. E o respeito com os alunos de lá era dado, não precisava ser imposto", conta. Carlos compara o ensino paulista a uma "selva de pedra". "O respeito aqui tem de ser conquistado pelo conhecimento", resume.

    Em seu quarto no apartamento - divide o imóvel com dois primos -, além de livros de biologia dos mais variados, encontram-se títulos como "Capitalismo, trabalho e educação", de José Claudinei Lombardi, Dermeval Saviani e José Luís Sanfelice. A predileção pelo cantor Raul Seixas é estampada num adesivo colado num minisystem, o famoso três-em-um. E, pregado sobre sua escrivaninha, um apanhador de sonhos - "um filtro de sonhos", como ele diz. Quando veio para São Paulo, o sonho de Carlos era emendar um mestrado na área de política ambiental. "Quando vi a realidade da educação aqui, resolvi dar aula", conta. Uma das maiores reclamações do professor é que a autonomia nas escolas é inexistente, o que o obriga a seguir uma cartilha.

    Nas duas escolas visitadas pela reportagem, os outros docentes têm reclamações semelhantes. Um professor de educação física, Ricardo (nome fictício), amigo de Carlos, contesta, por exemplo, a proposta de colocar o ensino de boxe nas escolas estaduais. "Como vou ensinar boxe para esses jovens? Eles vão sair da escola e socar o colega no ponto de ônibus!". Ricardo também relata a história de uma colega que leciona em Cotia. "Ela entrou em sala e o aluno perguntou se ela ia dar aula. Com a resposta afirmativa, ele disse: 'não tô a fim de ter aula.' No que ela virou para começar, levou um soco do aluno, que reafirmou: 'não tô a fim de ter aula, já disse'", relembra.

    Na escola em que trabalha, Ricardo diz não sentir tanto os efeitos da violência. Os alunos que estudam lá, diz, fazem-no por opção: a maioria mora em regiões violentas e vai até outro bairro para estudar. "O diferencial aqui é a equipe de professores, o nosso comprometimento." Carlos, professor eventual da escola, concorda. No dia em que a reportagem o acompanhou, ele se deslocou até a escola para substituir uma professora, mas ela não faltou. Assim, depois de esperar o fim do horário das aulas, começou a caminhada até a outra escola, onde atua como Ocupante de Função Atividade de biologia (OFA, denominação da Secretaria de Estado da Educação para o temporário que tem aulas atribuídas). Seu holerite de março, época em que trabalhava na EE Romeu de Moraes, aponta os seguintes valores: como PEB2 (professor do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio), ele recebeu, por oito aulas dadas, R$ 60,62 - o que significa que sua hora-aula vale R$ 7,57.

    Os percalços
    Na sala dos professores da segunda escola, Carlos exerce seu lado 'político' com os colegas. Inconformado com as novas regras para os professores eventuais, ele copiou notícias de jornal e levou aos outros docentes. Em clima de discussão, eles se mostram inconformados. Uma professora de história diz: "A única coisa que eu faço para o Estado hoje é dar uma boa aula. Cansei de tudo". Carlos é filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) há um ano e meio. Também transita no sindicato da categoria (Apeoesp) e na Central Única dos Trabalhadores (CUT). Buscou espaços políticos para discutir as questões que mais o preocupam: educação, meio ambiente e saúde.

    Quando vai à sala de aula, tenta levar algumas questões correlatas para os alunos, como as que giram em torno de política ambiental. Mas ele mesmo reconhece que é difícil. Somente dar aula é algo extremamente trabalhoso na segunda escola em que leciona. Invariavelmente, precisa levantar a voz, pedir silêncio, avisar que o barulho está atrapalhando. Naquele dia, Carlos aplicou uma prova sobre ecologia. "Não sou professor de avaliação, na verdade. É mais um instrumento de acompanhamento, que não uso como punição. Prefiro que eles façam exercícios tirando dúvidas", explica.

    Em aula, houve vários episódios de desrespeito dos alunos com o professor. Concorrendo com o barulho dos carros e das buzinas que circulam pela região da Lapa e com as vozes dos alunos, o professor precisa elevar cada vez mais a voz. Em uma das salas, uma aluna o aborda, dizendo que não trouxe o livro de biologia, material de consulta para a prova. Ele diz que avisou dois dias antes e ela retruca: "Eu faltei". Ao ouvir a resposta de Carlos ("procure falar com seus colegas sobre o que foi dado quando você faltar"), ela grita: "Não tenho livro e não vou fazer prova nenhuma".

    Ao sentar em sua cadeira, coloca um fone de ouvido e só vai olhar para a prova quase no final da aula. A falta de respeito acontece entre os próprios alunos. Numa das salas, Carlos se deparou com uma briga entre dois meninos logo ao entrar. Tentou impor respeito, mas foi obrigado a berrar - algo inusual em sua conduta, segundo o próprio. Tranquilo, é adepto da conversa, do diálogo. Um de seus passatempos preferidos, além da leitura, é passar horas ao telefone com o filho de seis anos, Caio, que mora no Paraná. "Nós ligamos a televisão no mesmo desenho e damos risada juntos", conta.

    Sua angústia particular: não conseguir fazer mais pelo mundo. "Fico triste, fico feliz, é um ciclo. O que posso fazer é dar aula. É a minha contribuição", diz. Lembrando do filme Apenas o fim, de Matheus Souza, que trata justamente das angústias da geração dos nascidos a partir dos anos 80, ele lembra de outro ícone: a banda Los Hermanos. "Me sinto como naquela música, De onde vem a calma: de onde vem a calma daquele cara, ele não sabe ser melhor, viu? Ele não sabe não, viu? Às vezes dá como um frio, é o mundo que anda hostil. O mundo todo é hostil".

    7hDepois de tomar café e colocar a roupa na máquina, Carlos assume outra tarefa diária: lavar a louça
    7h30 Em seu quarto, separa os recortes de jornais que levaria às escolas onde leciona
    8h Na rua Heitor Penteado, no bairro da Pompeia, aguarda o ônibus Lapa (7281)
    13h30Dia de prova: o professor aguarda a devolução dos exercícios sobre ecologia
    15h30 Enquanto faz a chamada, o docente é obrigado a pedir silêncio inúmeras vezes
    19h A última caminhada do dia: 4,2 km entre a escola e o prédio onde mora, na rua Apinagés, na Pompeia, bairro de classe média da capital paulista


    A comunicadora

    Na Emef Newton Reis, a professora Maria Vera acompanha a leitura das redações


    Sandra Virgínia, professora de português na Emef Newton Reis e na EE Profª Maria Vera Lombardi Siqueira, ambas no bairro de Itaim Paulista, gosta de cores fortes. Basta ver a fachada laranja de sua casa, a parede verde de sua sala ou o avental vermelho que ela usa para dar aula. Também é católica, ou uma bíblia não estaria aberta na mesa de centro da sala, ao lado de um portaretrato com a foto da filha e da neta, que moram hoje nos EUA. Sandra é mãe de mais dois adolescentes: Pedro, de 17 anos, e Fernanda, de 12. Os três estudaram em escolas onde a mãe ensina. "A escola particular tem os mesmos problemas que a pública: droga e indisciplina", garante.

    Casada há 18 anos com um membro da Guarda Civil Metropolitana, Sandra acha que, de alguma maneira, o ambiente privado transforma os alunos em robôs. Na escola pública, eles ficam mais à vontade - o que, para ela, não é sinônimo de falta de aprendizagem. A professora tem uma relação diferente com a escola pública. Leciona desde 2001 na EE Profª Maria Vera, que acompanha desde a fundação. "Trabalhava como secretária. Me formei e voltei como professora", conta. Sandra queria estudar jornalismo - a verborragia e a curiosidade justificariam a opção -, mas acabou optando pelo curso de Letras. "O curso de jornalismo mais perto era em Mogi das Cruzes, muito longe. Sempre morei em Itaim e em Guaianazes", diz.

    Essa proximidade trouxe consequências boas e ruins. Sandra sempre encontra ex-alunos no supermercado ou em lojas do bairro, por exemplo. Por outro lado, durante o período em que trabalhou numa escola municipal lecionando inglês para 7ªs e 8ªs séries, sentiu na pele a violência dentro da escola. Um de seus alunos, irmão de um jovem que vivia sob liberdade assistida, resolveu não fazer uma prova, amassar o papel e jogá-lo no lixo.

    Sandra tem pulso firme em sala de aula. Pensa que o professor deve pensar bastante antes de tomar uma decisão. Uma vez que tomou, não pode recuar - caso contrário, perde o respeito e o controle. Decidiu colocar o aluno para fora de sua aula, o que, para ela, significa acompanhá-lo até a direção e convocar os pais para discutir a indisciplina. O aluno em questão a xingou e foi para cima dela e do inspetor. Quando foi retirado da sala, dirigiu-se até a cantina, onde foi comer um pudim. Inconformada, exigiu que fosse levado à direção. "Eu sei onde você mora. Sei o caminho que você faz", disse o aluno. A escola, relutante em fazer um boletim de ocorrência por medo, acabou aceitando.

    "A pergunta era: como eu sobrevivo aqui depois disso? Como a polícia ficou mais presente, ligaram para a escola dizendo que nada ia acontecer comigo e que não precisava de polícia por perto", relata. Uma das coisas de que sentiu falta na época foi de uma direção mais ativa no apoio ao professor. "O aluno não é só meu, é da escola também. Você não o leva para casa", diz. Outra distorção que ela identificou que ainda persiste atualmente é a relação da escola com a família.

    "Muitas vezes, você chama o pai e diz: 'não sei mais o que fazer com o seu filho'. E a resposta dele é: 'pior é que eu também não, já fiz de tudo. O que eu faço?' Quem chamou quem? Se bobear, você age como psicóloga", questiona.

    O relato atual
    Hoje, Sandra não tem mais problemas com violência nas duas escolas em que leciona. A reportagem não pôde entrar no EE Maria Vera, já que não obteve autorização da Secretaria de Estado da Educação. Após o contato feito por telefone, a diretora da escola, Vanilza, mostrou-se disposta a participar da reportagem, com a condição de que a secretaria autorizasse (veja boxe na página 35). Com a negativa, o cotidiano da escola foi obtido a partir do relato da própria docente. Ali, onde ela leciona todos os dias pela manhã e pela noite, as salas são divididas por disciplinas. Há a de português, por exemplo, e o aluno se desloca até ela.

    A maioria dos docentes trabalha há tempo considerável na escola. "Tenho carinho pelas pessoas e pela escola", afirma. A direção - não só Vanilza, mas Berenice, a antiga diretora que se aposentou recentemente - acompanha os alunos, conta Sandra. "Na época da Berenice, percebemos que os alunos de 5ª série tinham dificuldades em anotar todas as matérias, porque estavam acostumados com um professor só. Virou norma que, para cada disciplina, um caderno deve ser usado", conta. Reflexo disso ou não, os índices no Saresp da EE Maria Vera são altos: enquanto a média estadual para a 8ª série do ensino fundamental e o 3º ano do ensino médio em matemática são, respectivamente, 245,7 e 273,8, a escola tem 264,8 e 272,8.

    Na Emef Newton Reis, onde trabalha das 11h às 15h, ela leciona para as 5ªs séries. No dia 2 de julho, quase fim de semestre escolar, a professora pedia aos alunos a leitura de uma redação elaborada na aula anterior, com base numa ilustração. O tema era preconceito. Logo ao entrar em sala, muitos alunos corintianos brincavam com Sandra, são-paulina roxa, por conta da vitória do Corinthians na Copa do Brasil.

    Mas, ao entrar em sala de aula e pedir silêncio pela primeira vez, ela foi obedecida prontamente. "Não sou professora boazinha. Pego no pé. A princípio não vão muito com a minha cara, mas no começo não dá pra chegar sorridente. Mesmo porque eles não gostam de muito oba-oba", afirma, tentando estabelecer um perfil de si mesma. Numa outra aula, já na sala de leitura, onde outra professora mostrava quadros expressionistas, os estudantes, eufóricos, querem falar ao mesmo tempo. Ela berra: "Se todos falarem ninguém escuta". E o silêncio toma conta da sala.

    Depois das cinco aulas, Sandra vai a pé para sua casa. É a hora que ela tem para tirar um cochilo e cuidar da casa. A comida que ela faz para o jantar fica também para o almoço do dia seguinte - o cardápio era arroz, feijão e bife. Ela quase não vê a filha, Fernanda. Quando sai de casa, às 7h, ela ainda está dormindo. À noite, Sandra retorna à EE Maria Vera, e dá aulas até às 23h20 em alguns dias e até às 9h20 em outros. Sandra não deseja que seus filhos sejam professores, a não ser que seja por vocação. Para ela, o salário é baixo demais. Em média, com oito anos na rede estadual e 15 anos na municipal, ela tira R$ 1,5 mil no primeiro caso e R$ 2,5 mil no segundo.

    Com uma rotina tão atribulada, prefere ficar em casa nos fins de semana, quando não visita a sogra ou a mãe. Vê filmes para relaxar e, quando lê, o objetivo é outro. "A leitura é sempre voltada para o vestibular e para o Enem. Ler por prazer é muito difícil", diz. Com uma pós-graduação lato sensu finalizada em gestão escolar, diz não pensar em assumir cargo de direção porque não quer perder o contato com os alunos, pois gosta dessa proximidade. Para ela, mesmo os alunos bons devem ser acompanhados, já que podem cair em estagnação. Um dos alunos da prefeitura tem necessidades especiais e não consegue escrever. Naquele dia, ele prometeu pensar numa história sobre preconceito para o dia seguinte. "Quem sabe ele não me conta uma história amanhã? Se me contar, já me dou por satisfeita. É coisa de professor."

    8hCom pantufas nos pés, Sandra recebe a reportagem de Educação em sua casa
    9h Um gole de café antes de sair para trabalhar
    9h30 O muro da Emef Newton Reis: distância entre a casa de Sandra e a escola é de 1 km
    11h30Numa 5ª série, ela faz a chamada: respeito entre alunos e professora
    15h30 Antes do cochilo, Sandra aproveita para acompanhar as notícias do dia pela TV
    18h30 Na entrada da EE Maria Vera, com a filha, Fernanda: jornada até as 23h

    No Colégio Brasília, Zona Leste de SP, Eduardo explica aos alunos a diferença entre massa e peso

     O driblador

    No Colégio Brasília, os alunos mantêm um nível de respeito pelo professor. Tanto que Eduardo raramente põe estudantes para fora de sua aula. Naquele dia, entretanto, um deles, do 9º ano, passou dos limites e teve de sair. "Ele já estava ameaçando a semana inteira que ia aprontar", explica. Para o professor, são um ou dois alunos que desestabilizam a sala - o todo não é assim. Enquanto ensina eletricidade com o auxílio de um sistema de pilhas, consegue atrair diversos adolescentes à sua volta, que ficam curiosos. Querem ligar uma, duas, três pilhas na lâmpada ao mesmo tempo.

    Em outra sala, de ensino médio, ele fala sobre massa e peso. Mais uma vez, os alunos se sentem instigados a perguntar. "Ele tenta se igualar àquilo que o aluno é. Ele não se acha", comenta Rafael, aluno do 3º ano, que vai prestar vestibular para o bacharelado em esportes, na USP. Na escola, o vestibular parece ser o grande objetivo a ser alcançado. Antigamente, um hábito provinciano tomava conta do lugar: todos os alunos iam direto para a Universidade São Judas, do lado da Vila Formosa. No ano passado, quatro alunos, de um total de cem, entraram na USP.

    Além de o material didático ser apostilado, a escola investe em outras maneiras de garantir o sucesso acadêmico. Eduardo conta que é proibido ir sem uniforme, chegar atrasado e não entregar tarefas. Caso o aluno não siga essas regras, recebe um ponto negativo e a anotação vai parar no boleto bancário que chega à casa dos pais. "Assim, quando a mãe chega à reunião e diz que o filho está fazendo as tarefas e nós mostramos que não, ela percebe que está sendo enganada", explica.

    Mesmo com todas essas investidas, ainda é possível encontrar, no turno da manhã, alunos com dificuldades em contas básicas de matemática. À tarde, diz Eduardo, é pior. A maioria dos alunos é bolsista e proveniente de escolas públicas municipais e estaduais. São estudantes que não teriam como arcar com os quase mil reais de custo, entre mensalidade, transporte e alimentação. "Para você dar a mesma matéria pra eles é doído. A base é muito fraca, não sabem fazer nem o mínimo múltiplo comum", aponta.

    Por esse motivo, e por já ter lecionado na rede estadual, ele não colocaria os filhos em escola pública. E não deseja a carreira de professor para eles também. "Lidar com o filho dos outros é complicado. A responsabilidade de casa está sendo transmitida para o professor e tem horas que você tem de falar coisas que não agradam", justifica. Por Eduardo, eles seriam médicos - "é uma profissão bonita, o profissional que sai com a maior qualificação geral". Ele mesmo não queria ser professor.

    Seu sonho era ser engenheiro elétrico, mas passou em faculdades integrais e precisava trabalhar para ajudar em casa. Tentou processamento de dados, não gostou e acabou estudando matemática. Depois de um período como professor eventual ("tapa buracos mesmo") numa escola estadual, assumiu aulas de química. "Tive problemas com professores. Como nenhum aluno aparecia às sextas para ter aula, os docentes também não iam. Decidi ensinar matemática financeira e todos iam assistir às aulas. Os professores ficaram bravos", conta. Hoje, a hora-aula de Eduardo vale mais de R$ 30 na escola particular. Ele não sente vontade de voltar a lecionar na rede pública. Outro motivo seriam as facilidades dadas aos alunos. "Não se reprova mais e isso não acontecia antes. Você trabalha com grandes quantidades de alunos e eles vão sendo empurrados para a frente, sem aprender", desabafa.

    Descendente de italianos e torcedor do Palmeiras, Eduardo mora em Santo André, mas tem hábitos tipicamente paulistanos. Aos fins de semana, vai ao shopping. Adora ir ao cinema. Os últimos filmes que viu foram Anjos e demônios e Exterminador do futuro 4 - gostou apenas do primeiro. Não abre mão de jogar futebol aos sábados, muitas vezes em companhia dos próprios alunos do ensino médio. Adora o lanche de pernil do bar do prédio do Diário de S. Paulo, no centro de São Paulo.

    Quando leva o filho para a natação, no final da tarde, Eduardo também gosta de levar um livro (A Cabana, de William P. Young, e Casais inteligentes enriquecem juntos, de Gustavo Cerbasi, foram os últimos que leu), para esperar Bruno sair da aula. Sua vontade inicial pode não ter sido a de dar aula, mas no final das contas, acabou se saindo bem e hoje é feliz como professor. Espectador voraz de televisão, assiste aos canais Discovery Channel e o History Channel, da TV a cabo, para ter respostas rápidas aos seus alunos. "Por mais que pareça a mesma coisa, quando você muda de sala, são 40 alunos diferentes. Você nunca sabe o que vai acontecer", diz.

    De todas as partes de sua casa, localizada em Santo André, o professor Eduardo gosta mais da área reservada ao churrasco. Esse é o local onde ele reúne os amigos nos fins de semana em que não corrige provas de física dos alunos dos ensinos fundamental e médio do Colégio Brasília de São Paulo, na Vila Formosa, zona leste de São Paulo. Todos os dias, Eduardo deixa a esposa e a filha pequena às 6h30 e sai com o filho, Bruno, de 5 anos, rumo à escola. O trajeto, feito de carro, dura menos de vinte minutos. Às 7h, já está na sala dos professores: depois de vestir um avental branco e pegar sua caixa de giz - com seu nome marcado em madeira queimada - dirige-se à sala de aula. "O palco da sala de aula" é o que mais gosta da docência. "Não gosto da parte burocrática, corrigir provas e preparar aulas", confessa.

    6h15Em companhia do filho, o professor deixa sua casa, em Santo André (SP)
    7h Em seu armário, na sala dos professores, apanha a caixa de giz e os diários
    9h Corrigindo exercícios do vestibular: silêncio e interesse dos alunos
    16hApós aplicação de prova de recuperação, ele guarda o avental e deixa a escola

    O estranho silêncio oficial

    Ignorar as demandas de alguns veículos de comunicação, notadamente os menores e que trabalham de forma crítica. Parece ser essa a postura deliberadamente adotada pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Ao menos é o que a experiência relativa aos colaboradores da revista Educação permite depreender. Para esta matéria, foi enviado, por solicitação da assessora Maria Teresa Pinheiro Moraes, um pedido de autorização de entrada na EE Maria Vera Lombardi Siqueira. Além disso, a reportagem solicitou a indicação de outra escola na região central que se dispusesse a participar. Três dias depois de inúmeras tentativas de contato telefônico, o e-mail não havia sido respondido. Quem deu a notícia que a entrada tinha sido autorizada foram a professora Sandra e a diretora Vanilza, que comunicaram para a reportagem. No dia seguinte, entretanto, ligaram dizendo que a assessoria de imprensa havia desautorizado. Até então, nenhuma posição da secretaria havia sido passada à reportagem, o que só aconteceu quase uma semana depois de o pedido ter sido enviado, e por telefone. Uma resposta oficial, por escrito, nunca foi recebida.

    O caso não é o primeiro. O repórter Henrique Ostronoff tentou fazer a mesma matéria entre o final de 2008 e o início de 2009. Tentou inúmeras vezes, sem sucesso, a autorização para entrar nas escolas e conversar com os professores. Falou com as assessoras Jéssica, Maria Teresa e Flávia - nenhuma delas deu uma resposta (ainda que negativa). O tratamento se repetiu com o dossiê desta edição, que trata da avaliação docente. Em contato com Flávia, que prometeu uma entrevista com o secretário Paulo Renato Souza, Henrique foi vencido pelo cansaço. Enviou perguntas por e-mail, esperou, cobrou e não obteve resposta. O secretário, muito ocupado, não poderia falar e quem domina o assunto em todo o órgão é apenas ele, disse a assessoria de imprensa. Em outra matéria, sobre educação e tecnologia, falou com a assessora Manoela sobre programas de informatização na rede pública estadual e não obteve nenhuma resposta, apenas releases.

    O mesmo quadro aconteceu com o repórter Diego Braga Norte, quando apurava uma matéria sobre a obrigatoriedade do ensino de espanhol nas escolas públicas a partir de 2010. Após contato telefônico com a assessora Marina, no qual perguntou a posição da secretaria em relação ao oferecimento obrigatório da disciplina a partir do próximo ano, recebeu uma resposta genérica por e-mail, que não entrava no mérito dos questionamentos, ou seja, se havia alguma estratégia para formar professores do idioma para que todas as escolas pudessem passar a oferecê-lo. Insistiu, mas não houve ninguém com conhecimento técnico específico designado para atendê-lo. Até o fechamento desta edição, a secretaria não comentou o assunto. Os contatos foram feitos, via e-mail e telefone, entre os dias 8 e 16 de julho.

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    pazinatto says...

    Veja como está a emissão de CO2 em seu país: http://www.breathingearth.net/ Dica da Regina Gattai, professora de geografia do CSA. Muito bom
     
    CALENTAMIENTO GLOBAL CAMBIO CLIMÁTICO Dica das professoras de espanhol do CSA(Karin e Lia Mara) : http://www.cambioclimaticoglobal.com/
     
    Tabela Períodica. Dica da Cláudia, professora de química do CSA : http://periodicvideos.com/#
    Os vídeos explicativos são interessantes.

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